Sábado – Pense por si

António José VilelaBruno Faria LopesAna Taborda

Como Angola dominou os bancos portugueses

O braço de ferro durou anos. Houve pressões, jogos de bastidores e muito dinheiro envolvido. Os milhões de Angola colocados na banca nunca tiveram uma origem bem definida: eram do Estado e de figuras poderosas do regime liderado por José Eduardo dos Santos. Estas são as histórias dos esquemas cruzados, offshores, lavagem de dinheiro e relações perigosas.

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Alexandre R. MalhadoAna TabordaBruno Faria LopesCarlos Rodrigues LimaEduardo Dâmaso

Governador do Banco de Portugal aprovou Vale do Lobo

Enquanto administrador da Caixa Geral de Depósitos, Carlos Costa votou favoravelmente um empréstimo de 170 milhões ao projeto imobiliário investigado na Operação Marquês.

Carlos Rodrigues LimaAntónio José Vilela

As revelações dos documentos apreendidos na Operação Fizz

O Banco Privado Atlântico terá funcionado como pivô financeiro do poder angolano: para pagar ao advogado de Angola e para o presidente, Carlos Silva, distribuir milhões por Manuel Vicente, Kopelipa e Leopoldino.

António José VilelaCarlos Rodrigues Lima

Os poderosos donos dos milhões angolanos encontrados em Portugal

Manuel Vicente tinha um património nunca inferior a 75 milhões de euros. Os generais Kopelipa e Leopoldino Nascimento possuíam ainda mais. Só da Unitel, a operadora móvel angolana, Leopoldino recebeu 120 milhões de euros entre 2007 e 2010. Também a mulher de Kopelipa ganhou de outras empresas 33 milhões de euros em apenas quatro anos. Uma parte de todo este dinheiro circulou em Portugal através de bancos e negócios cruzados com familiares e testas-de-ferro.

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