BESA: Empresário admite ter criado empresa sob suspeita a pedido de família de Álvaro Sobrinho
Essa mesma empresta terá sido usada para desviar dinheiro do Banco Espírito Santo Angola.
Essa mesma empresta terá sido usada para desviar dinheiro do Banco Espírito Santo Angola.
José Ramos foi nomeado para defender o antigo primeiro-ministro no julgamento da Operação Marquês depois da renúncia de Pedro Delille
Responsável pela auditoria pedida pelo Banco de Portugal esteve esta sexta-feira em tribunal.
Álvaro Sobrinho, que reside em Angola, tinha contestado por apenas 90 dias do visto concedido para comparecer em Portugal para o julgamento, mas o argumento foi hoje rejeitado pelo Tribunal Central Criminal de Lisboa.
Álvaro Sobrinho, prestes a ser julgado no processo do BESA, não tem cidadania portuguesa há cerca de 40 anos mas usa documentos nacionais.
O ex-banqueiro foi pronunciado por corrupção ativa relacionada com ex-responsáveis do Banco do Brasil.
No debate instrutório, realizado no passado dia 3 de junho, o Ministério Público (MP), pelas vozes das procuradoras Rita Madeira e Sandra Oliveira, pediu que os cinco arguidos fossem levados a julgamento "nos exatos termos da acusação".
A acusação do processo BESA foi conhecida em julho de 2022 e respeita à concessão de financiamento pelo BES ao BESA, em linhas de crédito de Mercado Monetário Interbancário (MMI) e em descoberto bancário.
O fundador dos Football Leaks está a ser ouvido no Tribunal Central Criminal de Lisboa. O seu advogado revelou que o MP o constituiu arguido num novo processo na sexta-feira.
Em 2014, Angola disponibilizou 5,7 mil milhões de dólares ao Banco Espírito Santo Angola. Em carta, dirigentes da Frente Cívica procuram saber se foi executada e se não, quem assumiu o prejuízo.
O acórdão nega provimento aos recursos apresentados por Ricardo Salgado, Amílcar Morais Pires, Gherardo Petracchini e Rui Silveira, confirmando "na íntegra" a sentença de 30 de setembro de 2021 em que foram condenados ao pagamento de coimas de 4 milhões de euros, 3,5 milhões, 150.000 (suspensa em três quartos por um período de cinco anos) e 120.000 euros, respetivamente.
Entidade reguladora dos bancos na Suíça está atenta ao caso. Mais de 100 portugueses figuram na lista de clientes divulgada após uma fuga de informação.
Investigação mostra como o banco Credit Suisse manteve contas secretas controladas por políticos, ditadores e traficantes de droga. Há mais de 100 nomes portugueses que constam da fuga de informação.
Francisco Machado da Cruz confessou crimes, revelou factos ao Ministério Público, mas acabou acusado como os restantes gestores do Grupo Espírito Santo. "De nada serviu", lamentam os advogados. Amílcar Morais Pires quer generais angolanos a depor no processo-crime
O procurador do caso BES considerou que os acionistas do banco angolano fizeram uma espécie de chantagem: ou havia uma garantia soberana ou revelavam publicamente a fraude, que arrastaria todo o sistema bancário.
Depois do “caso BES”, um dos próximos passos do Ministério Público é o banco angolano, rodeado de histórias de levantamentos de milhões em numerário, advogados e reuniões escaldantes. SÁBADO revela documentos até hoje em segredo.