Produtores de leite contestam nova descida do preço e exigem a sua reposição
As cooperativas associadas na Lactogal comunicaram no final de julho uma nova descida de 1,5 cêntimos por litro no preço ao produtor.
As cooperativas associadas na Lactogal comunicaram no final de julho uma nova descida de 1,5 cêntimos por litro no preço ao produtor.
Vai ser assinado sábado, no Paraguai.
"Durante o ano, é impossível estar a fazer algum tipo de conjeturas porque depende de fatores a que nenhum analista nos consegue dar respostas", afirmou o secretário-geral da Federação Nacional das Cooperativas de Produtores de Leite.
Matérias primas são, em grande parte, importadas e já estavam a subir devido à conjetura internacional. Subidas dos custos de produção têm sido amortecidas pelos produtores e não pelos distribuidores.
"Apesar de algumas questões pontuais, estamos a trabalhar normalmente e temos suficiente alimento armazenado para os animais", disse Carlos Neves, secretário-geral da APROLEP.
A visão da Universidade de Coimbra em relação a essa matéria "tem a ver com as alterações climáticas, não tem a ver com nenhuma questão financeira", disse o reitor.
Produtores lembram que Portugal importa 50% da carne que consome e que uma boa forma de reduzir a pegada ecológica seria antes a aposta no consumo de carne nacional.
Produtores de leite pretendem que o preço mínimo para o leite suba para 37 cêntimos por quilo em 2019, um valor que, dizem, se aproxima do custo de produção.
Mais de meio milhar de produtores de leite pediram esta quinta-feira a demissão da administração da Lactogal, empresa agro-alimentar portuguesa.
Aprolep pediu a Bruxelas que regule a produção para evitar prejuízos nas empresas do setor.
Associação portuguesa fez apelo as produtores e outras organizações agrícolas reflexão e ação de luta.
Assim, as bebidas vegetais ganhassem espaço no mercado nacional, sustenta secretário-geral da Fenalac.
Responsável descreveu que o preço da venda ao público do leite "está muito baixo" e alertou que o produto está a ser "desvalorizado".
Associação lembram ainda que o próximo ano será de custos acrescidos para o setor, devido "à seca e destruição dos incêndios".
Aprolep também abordou o tema da seca e o seu impacto sobre os produtores de leite.
Incêndios deflagraram na região Centro no dia 17 e provocaram 64 mortos e mais de 200 feridos.