Novas regras para a apanha de bivalves entram esta segunda-feira em vigor
O Governo alterou as regras para combater a captura ilegal de amêijoa-japonesa no rio Tejo e de outros bivalves em outras zonas do país.
O Governo alterou as regras para combater a captura ilegal de amêijoa-japonesa no rio Tejo e de outros bivalves em outras zonas do país.
Presidente do IPMA José Guerreiro falava hoje numa audição parlamentar requerida pelo PS "sobre o escândalo das amêijoas contaminadas do estuário do Tejo".
No segundo e último episódio do Repórter SÁBADO sobre o tráfico da amêijoa japonesa continua a fazer-se em vários pontos da margem sul do rio Tejo, às claras e a qualquer hora. O negócio obscuro alimenta uma rede criminosa que opera em Portugal e no estrangeiro, mas que ao fim de duas décadas ainda não foi desmantelada. Na vila do Samouco o medo e a insegurança ganham vantagem e já se fizeram apelos desesperados ao Governo. O Repórter SÁBADO descobriu também que a escassos metros da base do Alfeite, em Almada, são descarregadas diariamente toneladas de amêijoa.
A praia do Samouco, em Alcochete, é o ponto de partida para o negócio milionário em torno da amêijoa japonesa. Falamos de apanha ilegal e de tráfico: um problema com mais de 20 anos e que continua por resolver. O Repórter SÁBADO conseguiu entrar no mundo restrito dos mariscadires ilegais e revela-lhe tudo sobre este esquema fraudulento.
No total, estavam a ser transportados 150 sacos de malha, que pesavam um total de 2.700 quilos, 1.200 quilos a mais do que o peso indicado na documentação.
A GNR tinha o objetivo de detetar a captura ilegal de bivalves na praia do Samouco, em Alcochete, e, em simultâneo, identificar a eventual exploração de imigrantes em situação ilegal.
Há quatro portugueses entre os 43 detidos na operação Txuspas, coordenada pela EUROPOL. Foram confiscados 80 mil euros em dinheiro, assim como localizado um viveiro clandestino onde era armazenada a amêijoa produzida em Portugal.
A GNR advertiu que a circulação de bivalves e a sua introdução no consumo "só é possível se estes se fizerem acompanhar do documento de registo", porque é o único que "assegura a qualidade sanitária".
Os militares detetaram a amêijoa num veículo, no âmbito de uma operação realizada entre as 20h00 de sábado e as 8h00 deste domingo, que envolveu diversas ações no país.
Foram apreendidos 3.625 quilos de amêijoa japonesa em estado imaturo no valor estimado de 33.525 euros, especifica a GNR.
A península não se faz só de hóteis de luxo, cocktails e sunsets. Há também o mel do Joaquim, o arroz de marisco da Sílvia e a amêijoa-boa do Ismael.
Militares "detetaram uma viatura que transportava amêijoa japonesa, a qual não possuía o tamanho mínimo legal para ser capturada e comercializada".
Por ainda se encontrarem vivos, os bivalves foram devolvidos ao seu habitat natural.
A GNR, através da União de Controlo Costeiro, apreendeu hoje 850 quilogramas de amêijoa japonesa em Pegões, concelho do Montijo, Setúbal, avaliados em cerca de 8.500 euros.
Bivalves têm valor estimável de 17784 euros. Operação ocorreu em Viana do Castelo.
Militares não conseguiram detetar a proveniência dos produtos.