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Marcelo Rebelo de Sousa debate hoje solidariedade europeia

10 de maio de 2018 às 07:16
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O Presidente da República está em Itália para participar na conferência anual organizada pelo Instituto Universitário Europeu de Florença sobre o "Estado da União".

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, está esta quinta-feira em Itália para participar na conferência anual organizada pelo Instituto Universitário Europeu de Florença sobre o "Estado da União", este ano consagrada à "Solidariedade na Europa".

Marcelo
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A intervenção de Marcelo Rebelo de Sousa, agendada para o final da tarde, na sessão plenária de encerramento, será nos moldes de uma "conversa" com o editor para a Europa doFinancial Times, Tony Barber.

Antes da sua intervenção, o chefe de Estado reunir-se-á com a comunidade académica portuguesa do Instituto Universitário Europeu, e de seguida participa num jantar oficial oferecido pelo Presidente da República Italiana, Sergio Mattarella, em honra dos seus homólogos de Portugal, República da Irlanda e Grécia.

A participação de Marcelo Rebelo de Sousa nesta conferência sobre a Europa ocorre poucos dias depois de a Comissão Europeia ter apresentado a sua proposta formal de orçamento plurianual para a União Europeia para o período 2021-2027, que prevê cortes em torno dos 7% na Política de Coesão e dos 5% na Política Agrícola Comum, contestados por Portugal.

Marcelo Rebelo de Sousa já comentou que a proposta do executivo comunitário liderado por Jean-Claude Juncker - que também participa na conferência - é "um mau começo" e desafiou os partidos e os parceiros económicos e sociais a lutar "por melhor ponto de chegada".

"É um mau ponto de partida por várias razões. Em primeiro lugar porque significa que o orçamento europeu, todo ele como um bolo, fica em valores que não são aqueles que são desejáveis. São mais baixos. É um mau ponto de partida, porque significa um corte superior ao esperado e desejável em matérias de Política Agrícola Comum e, sobretudo, de coesão social. É um mau ponto de partida, porque isso se traduz, no caso português, em cortes que são injustos e indesejáveis", justificou na semana passada o Presidente da República.