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Nuno Tiago Pinto
Nuno Tiago Pinto
24 de março de 2021 às 18:00

Bastidores: O que sobe e o que desce

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Edição de 5 a 11 de maio

Trazemos-lhe as últimas novidades do mercado imobiliário, entrevistámos o luso-moçambicano Gabriel Mithá Ribeiro, responsável pelo novo programa do Chega e contamos-lhe as histórias de crianças que viram a sua adoção ser interrompida.

Com a reabertura das agências imobiliárias a 15 de março, o mercado tenta recuperar o tempo – e os negócios – perdidos durante os dois meses de confinamento. Para perceber como os preços oscilaram desde o ano passado, a jornalista Raquel Lito passou a última semana a falar com 20 especialistas do setor imobiliário, de diretores das redes mediadoras a promotoras de novos projetos, de analistas de mercado e dirigentes associativos a arquitetos e engenheiros. E nesta edição conta-lhe não só o que irá subir e descer este ano, mas também o que poderá fazer à sua casa se estiver a pensar vender ou as opções que tem no caso de andar à procura de uma nova habitação.

O moçambicano do Chega

Gabriel Mithá Ribeiro é professor universitário e investigador especialista em Estudos Africanos. É também vice-presidente do Chega e o responsável pelo novo programa eleitoral do partido liderado por André Ventura. Na entrevista com o jornalista Alexandre R. Malhado tentou explicar as polémicas opiniões sobre o racismo (que diz ser uma "alienação") através da sua vida em Moçambique, onde nasceu, e no Portugal pós-25 de Abril. Por cá, trabalhou nas obras e em fábricas de bolacha e sabão, até chegar a professor universitário. Na sala de aula diz que sempre foi duro – conta como chegou a rebentar com a camisa de um aluno – e agora quer aplicar o mesmo princípio de ordem e autoridade ao País.

Adoções interrompidas

De acordo com os últimos dados disponíveis, em 2019 mais de 10 crianças viram o seu processo de adoção ser interrompido. Ou seja, os adultos que as iam acolher decidiram que não queriam ficar com elas. É fácil julgar aqueles que tomam uma decisão tão drástica. Mais correto é tentar perceber como o sistema poderá dar a todos – crianças e adultos – os meios necessários para que tais situações não se repitam. Foi o que a jornalista Juliana Nogueira Santos tentou fazer na reportagem que abre a secção Sociedade. Um trabalho que a fez emocionar-se várias vezes ao ouvir as histórias dos jovens que, em crianças, apenas queriam ter uns pais que os amassem ou dos adultos que não conseguiram lidar com uma nova pessoa e que vão viver o resto da vida com esse remorso.

Boa semana.

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