A segunda fase do plano de cessar-fogo implica, entre várias medidas, a criação de uma força internacional de estabilização, a formação de um governo palestiniano tecnocrático e o desarmamento do Hamas.
Os restos mortais do último refém na Faixa de Gaza foram recuperados e identificados esta segunda-feira, segundo a agência noticiosa norte-americana Associated Press (AP), que cita as forças armadas israelitas. Ran Gvili tinha passaporte português e foi morto no ataque liderado pelo Hamas a 7 de outubro de 2023.
Pessoas apelam ao regresso de Ran GviliAP
A entrega de todos os reféns em Gaza, vivos ou mortos, abre caminho para a segunda fase do cessar-fogo no enclave, que entrou em vigor a 10 de outubro de 2025, que tem sido mediada pelos Estados Unidos, o Egito, o Catar e a Turquia.
O anúncio dá-se um dia depois do governo israelita ter afirmado que as forças armadas estavam a realizar uma “operação de grande escala” num cemitério no norte de Gaza para localizar os restos mortais do jovem.
Ainda, o gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou este domingo que iria abrir a passagem de Rafah entre Gaza e o Egito assim que os restos de Gvili fossem encontrados. Esta passagem tem permanecido encerrada desde maio de 2024, à exceção de um pequeno período de tempo no início de 2025.
A família de Gvili pediu ao governo israelita que não abrisse a passagem até que os restos mortais do jovem fossem devolvidos ao território israelita.
Desde o início do cessar-fogo que Israel e o Hamas se têm acusado mutuamente de colocar entraves ao desenvolvimento do acordo. Para cumprir a primeira fase, além da libertação dos 20 reféns vivos, o Hamas tinha ainda de devolver os restos mortais de 27 reféns mortos. Em troca, Israel libertou centenas de palestinianos presos.
A segunda fase do plano de cessar-fogo implica, entre várias medidas, a criação de uma força internacional de estabilização, a formação de um governo palestiniano tecnocrático e o desarmamento do Hamas, segundo a AP.
O ataque de 7 de outubro de 2023 matou cerca de 1.200 pessoas e fez 251 reféns. Ran Gvili, um polícia de 24 anos também conhecido por “Rani”, foi morto enquanto lutava contra militantes do grupo armado apesar de estar de baixa médica.
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