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Crítica de cinema: A Criada

A Criada não é apenas uma elegante, perversa e bela história de amor: é também um comentário sobre a sexualização do olhar e da narrativa

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D.R.

Um dos destaques de 2016 que, em Portugal, será dos melhores filmes estreados em sala em 2017,A Criadaé Park Chan-wook no seu melhor, desde a complexa estrutura que prende o espectador ao ecrã - mudando de ponto de vista (com sobreposição de cenas fulcrais) entre as duas mulheres que tentam escapar ao mundo opressivo dos homens - até à exploração dos limites do comportamento e das emoções. Falar muito deA Criadaseria estragar várias surpresas, mas esta adaptação livre do romance da britânica Sarah Waters - que Chan-wook e o argumentista Seo-kyeong transportam para a Coreia ocupada do início do século XX - não é apenas uma elegante, perversa e bela história de amor: é também um comentário sobre a sexualização do olhar e da narrativa.

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