MIT cria pílula contracetiva que só se toma uma vez por mês

Método foi testado em porcas e, através de uma bolsa dada pela Fundação Bill e Melinda Gates, será experimentada em humanos.
Por Leonor Riso 6 de Dezembro de 2019 às 11:19

Estamos mais perto de uma pílula contracetiva que só precisa de ser tomada uma vez por mês? Investigadores do MIT - Massachussets Institute of Technology testaram em porcas um método que o indica.

A pílula é uma cápsula mole, semelhante a gelatina. Depois de ser engolida, desdobra-se e liberta a progesterona – a hormona sintética que atua como contracetivo – no estômago. Passadas algumas semanas, degrada-se e é expulsa pelo sistema digestivo.

Os primeiros testes foram realizados em porcas. Este método já foi testado com fármacos contra a malária e na terapia antirretroviral feita pelos seropositivos.

Robert Langer, professor do MIT - Massachussets Institute of Technology e co-autor do estudo, considera que a abordagem pode ser aplicada na contraceção, neste tipo de doenças e em muitos mais casos: "Espero que haja comprimidos que as pessoas possam engolir e que durem por qualquer duração de tempo para tratar doenças diferentes, como patologias de saúde mental e vício de opioides, doença de Alzheimer, SIDA", afirmou, citado pelo jornal The Guardian.

Esta toma da pílula contracetiva pode ainda prevenir gravidezes indesejadas, que se devem a erros na ingestão diária.

Durante os testes, parte das porcas tomou a pílula diária enquanto outra parte ingeriu a pílula mensal. 21 dias depois, os animais que tomaram a pílula mensal tinham níveis da hormona sintética progesterona semelhantes às que tomavam a pílula diária. 29 dias depois da ingestão, a hormona ainda estava presente no corpo.

Uma empresa chamada Lyndra Therapeutics foi apoiada pela Fundação Bill e Melinda Gates em 13 milhões de dólares para desenvolver a pílula contracetiva mensal de modo a testá-la em seres humanos.

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