Investigadores descobrem novo medicamento para a cura da Leucemia

Cientistas testaram 'asciminib' em 150 pacientes com cancro no sangue.
Por Correio da Manhã 13 de Dezembro de 2019 às 10:33
Leucemia Mieloide Crónica, doentes, saúde, remissão prolongada, sintomas, tratamento
Leucemia Mieloide Crónica, doentes, saúde, remissão prolongada, sintomas, tratamento

Um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Médica e Saúde da Austrália Meridional descobriu um novo medicamento experimental que pode combater a leucemia sem causar efeitos colaterais tóxicos.

Normalmente, os medicamentos para a leucemia mieloide crónica, chamados de 'inibidores de quinase', apresentam risco de vómitos, diarreia e dores musculares, além de poderem parar de fazer efeito após algum tempo.

No entanto, um teste a ‘asciminib’ provou que é eficaz e considerado tolerável para o paciente.

De acordo com os investigadores, este novo medicamento foi um ‘avanço’ no tratamento da doença, que é mais frequente nas pessoas com cerca de 60 anos de idade, e oferece uma opção extra para os doentes que experimentaram outros tipos sem sucesso. Ao mesmo tempo, o ‘asciminib’ não mata inadvertidamente células saudáveis.

Os resultados do estudo de 150 pacientes - o primeiro a ser feito em humanos – descobriram assim que o ‘asciminib’ não era tóxico e parecia funcionar efetivamente. No entanto, não pode ser testado em casa.

O medicamento retarda o cancro no sangue, desativando enzimas específicas que causam o cancro, chamadas ‘quinases’.

No entanto, esta não é a primeira solução criada. Vários médicos de todo o mundo elogiaram o primeiro ‘inibidor de tirosina quinase’ chamado de ‘imatinib’.

Segundo o Daily Mail, o co-autor do estudo, professor Tim Hughes, disse que este medicamento revolucionou a vida de muitos pacientes com a doença. "[Imatinib] mudou a LMC de uma sentença de morte para uma doença que poderá ser tratada em muitos pacientes até que eles vivam até uma idade avançada", afirmou.

"Mas, embora o ‘imatinib’ e consequentemente a ‘quinase’ tenham sido muito eficazes para melhorar a sobrevivência, causam frequentemente efeitos colaterais sérios.", diz o investigador.

O professor Hughes afirmou ainda que, se este novo medicamento for desenvolvido e colocado em uso, será o maior avanço no tratamento da leucemia desde os anos 90. 

"Este estudo mostrou que o asciminib é altamente eficaz, mesmo em pacientes que não responderam a vários outros 'TKIs' (inibidores). Igualmente importante, é bem tolerado pelos pacientes e parece ter significativamente menos efeitos negativos a longo prazo em comparação com os tratamentos atuais", diz Tim Hughes.

Alasdair Rankin, diretor da Instituição de Caridade para a Leucemia, ‘Bloodwise’, disse ao jornal que seria "incrível" e "salvador de vidas" para alguns pacientes terem uma opção extra.

"Alguns tratamentos começam a falhar e os pacientes precisam de seguir em frente", disse Rankin.

"E algumas das opções disponíveis na mesma linha podem ter sérios efeitos colaterais cardíacos e pode não querer usá-lo", diz ainda o diretor, acrescentando que "isso pode salvar vidas para as pessoas que falharam no tratamento dos ‘TKIs’ existentes - essa é uma nova opção para elas, embora digamos que precisam de ser feitas mais pesquisas."

A leucemia mielóide crônica é um cancro de crescimento lento dos glóbulos brancos que leva anos para progredir.

As taxas de sobrevivência são boas - cerca de três quartos dos pacientes em tratamento agora vivem cinco anos ou mais após o diagnóstico. 

Relacionadas
Notícias Recomendadas
Bem Estar e Nutrição

Come quando está stressado? Saiba como parar

Ter uma relação complexa com a comida não é saudável, nem prazeroso, nem incomum. Aprenda a distinguir a fome física da emocional e comece a comer com prazer e sem culpa.

Marketing Automation certified by E-GOI

Copyright © 2020. Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Cofina Media S.A.
Consulte a Política de Privacidade Cofina.