Squirt, um dos mistérios da sexualidade feminina

É uma das categorias mais populares em sites para maiores de 18 e tornou-se, nos últimos anos, alvo de enorme curiosidade. A Máxima falou com especialistas e ouviu testemunhos de quem já experimentou a sensação.
Por Máxima 13 de Janeiro de 2022 às 09:21
Foto: Pexels

Nos últimos tempos, tem-se falado muito sobre o squirt – termo em inglês que significa esguichar – mas ainda há muita confusão a respeito do tema. Não é exatamente ejaculação feminina, mas também não é urina. Talvez seja emitida pela vagina, talvez pela uretra. Na comunidade científica, não há pesquisas conclusivas sobre o tema. Os estudos que existem mostram resultados opostos, e não podem ser comparados uns com os outros, por usarem metodologias diferentes. Há mais perguntas que respostas, mas ainda assim tentamos entender o fenómeno.

É importante ressaltar que apenas uma minoria das mulheres já experienciou o squirt – e, de novo, os números variam. "Em 25 anos de clínica, menos de 10 mulheres relataram-me as suas vivências de squirt", diz Ana Carvalheira, professora no Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida (ISPA), em Lisboa. "O squirt não vem necessariamente acompanhado do orgasmo. Não é de todo fundamental para o prazer". Na internet, é possível encontrar tutoriais que ajudam as mulheres a atingir esse estado através da masturbação. "Eu tinha mais facilidade em ter squirt sozinha do que com parceiros, mas de repente, parei, molhava muito a cama", diz uma das mulheres entrevistadas para essa reportagem. No entanto, se nunca conseguiu esguichar, tudo bem. Não há nada de errado com a sua vida sexual.

O squirt é uma das categorias mais populares em sites porno, daí ter-se tornado, nos últimos anos, alvo de tamanha curiosidade. O problema são as expectativas falsas que os vídeos geram. "Nós temos uma glândula que liberta líquido, mas não é tudo aquilo que vemos na internet", diz a sexóloga Vânia Beliz. "Não vejo nada de feminista nesta moda. Entre os meus pacientes, tanto homens quanto mulheres, há muita preocupação desnecessária influenciada pela pornografia", continua.

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