Detox é a solução ou parte do problema?

Nem um, nem outro. Escolhido por apresentadoras e atrizes portuguesas, o plano alimentar é um tema complexo. Falámos com especialistas sobre os prós e os contras.
Por Maria Espírito Santo 11 de Outubro de 2019 às 13:00

"Estou a fazer um detox agressivo. Por isso não há mais nada na minha barriga exceto água, sal e pimenta-caiena." A frase não saiu da boca de uma socialite ou de uma manequim – aliás, não foi sequer proferida por uma mulher. Mais uma pista? Foi uma lenda do rock. Edward Louis Severson III – esse mesmo, Eddie Vedder, o vocalista dos Pearl Jam – admitia ter adotado uma desintoxicação radical para voltar à forma original depois de uma tour pelos Estados Unidos. Estávamos em 2008 e a tendência do detox estava a instalar-se em força em Hollywood.

O conceito não é novidade, mas ganhou nova atenção quando várias caras conhecidas partilharam os seus planos detox nas redes sociais. A atriz Rita Pereira fez até uma publicação especial no Instagram, antes de engravidar em 2018, para responder "às centenas de mensagens" que recebeu, a perguntar qual era a marca de sumos que usava. "E como vêem, encomendei outra vez e vou fazer apenas um dia, porque gosto, porque me sinto bem, porque estou habituada e porque me apetece", disse, observando ainda que já tinha feito sete dias a líquidos – "nunca me senti mal, nunca senti fome, apenas gula". 

Quem também sentiu os efeitos da loucura do detox foi Teresa Alves Barata: durante cerca de 15 dias as suas vendas na Liquid (loja de sumos funcionais, que juntam vegetais e frutos) quase duplicaram em relação ao mesmo período de 2017.

"É preciso alertar que o plano feito por estas estrelas foi feito para elas e, como qualquer plano alimentar, deve ser personalizado. Não se copiam as dietas das estrelas ou da vizinha." A ressalva é feita por Lillian Barros. A nutricionista, que já publicou livros sobre o assunto – como Sopas, Saladas e Chás Detox (Manuscrito) – recebeu na sua página de Facebook dezenas de mensagens com dúvidas: o que é afinal um sumo detox? Onde os posso comprar? É mesmo possível perder peso?

Beber e nutrir
A especialista nota que se torna cada vez mais difícil arranjar uma definição para a palavra. Para Lillian Barros, a desintoxicação faz parte do dia­-a-dia: tanto nas consultas como na vida pessoal. Foram os sumos que a ajudaram a lidar com uma doença auto-imune, a sarcoidose. "Comecei a tomar vários medicamentos e então passei a usar esta tática [dos sumos] para não sofrer as consequências da cortisona, como a retenção de líquidos." Poucos dias passaram até notar mudanças no corpo: "Comecei logo a sentir os efeitos da drenagem. Nota-se a perda de volume e também um aumento da energia."

Importante: os sumos não curaram nada, mas ajudaram a lidar com os sintomas. Começou a estudar em 2010 este tipo de sumos funcionais – como prefere chamar-lhes. Lia tudo o que vinha dos Estados Unidos e do Brasil, onde a tendência já tinha uns anos. Atualmente, prescreve em consulta este tipo de sumos, assim como chás e sopas, que são ferramentas essenciais para os pacientes se sentirem melhor, "mais leves e com melhores digestões", ou até para perderem peso. Deixa o alerta: os planos exclusivamente líquidos não são adequados para toda a gente – grávidas ou mães a amamentar não os devem seguir, assim como diabéticos ou pessoas com problemas de fígado ou rins. E as restrições não se ficam por aí: "Imaginemos uma pessoa que tem obesidade. Ou que come muito e mal há muito tempo. É completamente desaconselhado seguir um plano destes só a líquidos, vai haver um choque tão grande que a pessoa vai-se sentir mal."

Ajudar o fígado
Detox vem de detoxification (que significa desintoxicação). De.sin.to.xi.ca.ção. 1. Tratamento destinado a eliminar os tóxicos e a reparar as desordens que eles provocaram. 2. Acção de eliminar o que influencia insidiosamente pessoas, aponta o dicionário. Mas que tóxicos são estes? E como poderão ter os sumos (e os seus componentes) a capacidade de os eliminar?

"Não têm sido levadas a cabo quaisquer tipo de investigações clínicas rigorosas sobre as dietas detox", sublinhava, em 2014, um artigo científico publicado na revista da Associação Britânica de Dietética. O artigo, intitulado Detox diets for toxin elimination and weight management: a critical review of the evidence (em tradução livre, dietas detox para eliminação de toxinas e controlo do peso: uma visão crítica), levado a cabo por dois investigadores, lembra que os estudos publicados são poucos e têm "limitações metodológicas significativas" relacionadas com as amostras e os grupos de controlo. Por outro lado, adianta que já há estudos que sugerem que há alimentos que podem ter um papel especial na eliminação de metais tóxicos. É o caso dos coentros – que se provou, num estudo com trutas-arco-íris, que reduziam entre 20 e 30% a acumulação no fígado de um tipo de metal pesado, o cádmio. Entre outros alimentos que se pensa que possam ter essa propriedade estão os citrinos, as uvas ou um tipo de alga (a Chlorella).

Mas há mais. Como a espirulina (uma micro-alga de água doce), que se encontra atualmente em supermercados (versão seca, em pó ou em comprimidos) e que tem sido usada ao longo dos tempos, desde os Astecas e que surge muitas vezes associada à alimentação saudável – e também às dietas detox. São vários os estudos que já se fizeram – apenas com ratos – para concluir que este microorganismo ajuda a captar o cádmio, a remover o arsénico do fígado, a reduzir o impacto do chumbo no cérebro de recém­-nascidos ou a proteger dos danos causados pelo mercúrio.

Até agora referimos vários metais pesados – que podem chegar ao nosso corpo através do ar, do contacto com os objetos ou da comida. Mas, afinal, de que componentes falamos quando nos referimos a toxinas? O problema do conceito é a ambiguidade. Podemos estar a falar da poluição atmosférica, hídrica ou do solo. Também podemos imediatamente pensar nas substâncias químicas industriais (presentes em produtos domésticos, embalagens de alimentos ou até brinquedos de crianças). E, ainda: podemos estar a falar de impurezas – substâncias de que o corpo tem de se livrar todos os dias.

Este último é um processo fundamental no corpo humano, levado a cabo pelo sistema gastrointestinal e pelos rins e fígado. Aquilo que consumimos faz parte desse processo e há alimentos que têm uma importância especial nessa função de desintoxicação. "O fígado tem duas fases para nos defender", explica Pedro Moreira, diretor da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto. O primeiro momento serve para metabolizar e biotransformar, criando um composto mais hidrossolúvel. A segunda fase é quando os metabolitos (consequência da anterior metabolização) progridem para uma segunda transformação. Para ambas são importantes "um conjunto de componentes químicos que só lá estão se uma pessoa tiver uma alimentação rica numa série de aminoácidos e enzimas", continua.

É o caso dos citrinos – é uma das razões pelas quais o limão é bom para a saúde. "Além de ter vitaminas e fibras, o terpeno [substância muito presente nos citrinos] estimula as células na eliminação de tóxicos, em especial as células do fígado." Neste caso, os tóxicos são "os ácidos gordos saturados ou o colesterol a mais". Quem dá a explicação é Helena Saldanha, professora catedrática na universidade de Coimbra, que durante 45 anos trabalhou em Medicina Interna – com um foco especial na área da nutrição.

Lembra que as dietas detox têm uma história antiga, que remonta à década de 70, às ideias radicais do norte-americano Stanley Burroughs. Foi ele o inventor da Master Cleanse (que se traduz para limpeza­-mestre), popularizada como "dieta da limonada". "As pessoas só bebiam água com limão, chá de limão ou sumos de líquido verde com folhas de couve", recorda Helena Saldanha, que trabalhou num grupo de investigação, em Paris, que acompanhava pessoas que seguiam este regime alimentar. "Aparentemente havia grandes benefícios, mas começou-se a ver que as pessoas  perdiam massa muscular. E em 85 a 90% dos casos depois até ultrapassavam o peso [que tinham antes]."

Alimentar os músculos
Com a estratégia de Burroughs, as pessoas perdiam peso, era certo. Mas não era a massa gorda, de que era realmente importante livrarem-se – estavam a prejudicar a estrutura musculoesquelética. Em casos extremos, o que pode acontecer se o corpo não tiver todo o combustível de que precisa (nomeadamente proteína, animal e vegetal) é que pode ceder – literalmente. "Os nossos intestinos, por exemplo, estão no sítio porque há músculos a segurá-los", acrescenta Helena Saldanha, que pelo seu consultório viu passar mulheres e meninas que foram obrigadas a ir ao bloco operatório para pôr os órgãos no sítio. "E as pessoas esquecem-se, mas o coração também é um músculo" – e dietas muito restritivas podem levar, no futuro, a taquicardias ou enfartes do miocárdio.

Foi o que aconteceu com Peaches Geldof, em 2014, altura em que as dietas detox voltaram a ser assunto na ordem do dia. A apresentadora e modelo norte­-americana, filha do cantor Bob Geldof, que já tinha um historial de distúrbios alimentares, estava a cumprir uma dieta rígida que consistia em beber apenas sumos durante períodos seguidos de um mês. A autópsia acusou um ataque de coração fulminante.

Os perigos aplicam-se a qualquer dieta que seja muito restritiva e que elimine por um largo período de tempo a ingestão de alimentos essenciais (muitas dietas radicais retiram a proteína ou os hidratos de carbono da alimentação) ou que se foque apenas num grupo de alimentos. Helena Saldanha dá o exemplo: as cenouras e couves fazem bem, mas passar os dias a comer apenas os dois alimentos pode ser perigoso. O segredo está em ter acompanhamento de um profissional de saúde e em encontrar o equilíbrio: "Há uma norma que se devia ensinar na escola: que há coisas boas e há coisas más no mesmo alimento. As dietas monocórdicas só podem correr mal."

E também a curto prazo podem ter consequências negativas. Patrícia Almeida Nunes, nutricionista, já acompanhou várias pacientes que assumiram ter seguido planos detox. "Referem as dores de cabeça, as dores intestinais, queixam-se de muitos gases", con-ta, assumindo que o feedback "é muito variável". O principal lamento? O não terem conseguido manter a perda de peso. A especialista não é adepta das dietas líquidas: lembra que cada pessoa "deve ser vista como um todo, tendo em conta as suas cara-cterísticas e objetivos".

E há mais um problema numa dieta exclusivamente líquida – pode até incluir todos os componentes necessários (até proteína) mas, ainda assim, não satisfazer: "O facto de mastigarmos dá-nos a sensação de que comemos. O próprio ato de levantar e pousar os talheres, toda a lógica psicológica também é muito importante – e sem ela podemos não ter a mesma sensação de saciedade."

Informação e bom senso
A vontade de desintoxicar, de purificar não é nova. Ao longo dos tempos o homem tem procurado formas de desintoxicar – física e psicologicamente. O jejum, por exemplo, é usado há muito e por diferentes grupos religiosos (do budismo ao cristianismo) para alcançar um estado mais puro, de meditação e contacto com a natureza e o espírito. Já os indígenas nativos, de diferentes pontos das Américas, usavam sweat lodges (ou casas para suar), estruturas arcaicas concebidas para concentrar calor e promover a purificação.

No novo milénio, o detox adotou uma faceta mais focada: a da perda de peso e da eliminação de tóxicos. E foram-se popularizando as táticas extremas para purificar o corpo: como as dietas que consistem em água com limão e chás laxativos até aos tratamentos intitulados de coffee enema (ou clister de café) que consiste mesmo naquilo que parece: em injetar café no ânus. Este último foi divulgado no Goop, site de saúde e bem-estar da atriz Gwyneth Paltrow que já tem sido notícia noutras ocasiões por promover práticas ou produtos perigosos para a saúde. 

Toda a informação é essencial para tomar uma decisão relacionada com o regime alimentar: entender a função de cada alimento e a sua importância para a manutenção de uma vida saudável é um primeiro (grande) passo. "É preciso entender o que se está a comer", explica Isabel Silva. A apresentadora, adepta de um estilo de vida saudável que partilha nas redes sociais (com menus coloridos, fotos de corridas e passeios), é também uma interessada pela nutrição. Diz que é fundamental conhecer as características dos alimentos para deles tirar o melhor partido: "Os sumos de fruta são bons mas é preciso não exagerar [na fruta]. Um sumo funcional, para purificar, tem de ser maioritariamente de vegetais." A proporção é de 70% de vegetais para 30% de fruta, adianta. Todas as manhãs a apresentadora cumpre um ritual: bebe um shot de erva­-trigo. "É a maior fonte de clorofila viva no nosso planeta e é fundamental para a reconstrução do sangue e para reforçar o sistema imunitário", diz.

Isabel nunca fez um detox (no sentido de passar dias a líquidos) e diz que seria incapaz de passar horas a fio "sem trincar". Mas reconhece todo o valor à fruta e aos vegetais e aos sumos que juntam ambos. "Depois de um dia de muitos estragos, nunca tenho fome logo de manhã. E, nessas alturas, este sumo é o suficiente. Pode ser ao pequeno-almoço ou ao lanche." A descrição aparece depois da receita do sumo de aipo, maçã e espirulina – é uma das muitas que partilha em A Comida que Me Faz Brilhar (Manuscrito), uma compilação dos sumos, saladas, papas de aveia, sopas e snacks favoritos. "Um detox para mim não está num sumo, está na vida, todos os dias", explica.

O problema é que o mercado, volta a meia, vai dizendo o contrário. Os anúncios e slogans seduzem, com planos rápidos e eficazes. "É um problema cultural. Acreditamos na solução­-milagre – e o mercado oferece isso", explica Lillian Barros. Por isso, é fundamental usar a informação como arma de protecção, continua a especialista. Isso significa fazer todas as perguntas necessárias às marcas que os vendem ou escrutinar os rótulos: "Não deve ter açúcar nem produtos artificiais. Coloquemos as coisas assim: não deve ter nomes tão estranhos que se os dissermos à nossa avó ela não os vai entender."

Encomendar
Em Portugal já é possível encontrar várias marcas que vendem planos de detox, ou seja, pacotes de sumos coloridos (alguns incluem também sopas) programados para um, dois, três ou mais dias. Em comum têm a venda online para vários pontos do País: basta seleccionar o plano pretendido e fazer o pagamento.

Os pedidos são de norte a sul – mas Lisboa e Porto aparecem com especial relevância – explica Belén Monedero, diretora e fundadora da Drink6. A marca espanhola que nasceu em 2014, vende para Portugal, Espanha, França, Luxemburgo, Suíça e Bélgica. Para aguentar a viagem, o high pressure processing é fundamental. A fundadora da marca explica: "Os nossos sumos aguentam cerca de 10 dias sem perder nenhuma das suas propriedades porque são sujeitos a um tratamento de altas pressões o que aumenta o seu prazo de validade." Têm vários clientes fidelizados que encomendam regularmente os sumos (também têm sopas, chás e até gomas sem açúcar, indicadas para quem quer perder peso) e apesar de não terem uma loja física, estão sempre disponíveis para responder a perguntas: "É através de um email que médicos e nutricionistas respondem a dúvidas" – ou até preocupações. Há quem sinta fome ou fraqueza mas são, geralmente, "sintomas de menor importância", diz. Para quem tem uma vida fisicamente mais exigente, têm ainda disponíveis planos reforçados como o Detox XL ou o Sport Detox.

A Drink6 tem vários clientes que são caras conhecidas, como Rita Pereira, Diana Chaves e Carolina Patrocínio. Já a Detox Original (Do! Detox) tem sido a marca escolhida por Cristina Ferreira. Assumem-se como "o primeiro programa de detox português de venda online". A marca, nascida em 2015, foi criada por duas nutricionistas e vende para Portugal e Espanha. Os sumos são prensados a frio, o que lhes permite "conservar os nutrientes de forma mais eficiente", explicam. Também não têm "adição de açúcar, água, corantes ou conservantes". Os produtos são feitos no dia antes da entrega, explicam: "Chegam ao cliente em 24h. São entregues devidamente acondicionados, refrigerados. Depois de os receberem [os clientes] têm 72 horas para os consumir."

Apesar de o objetivo ser repor energias e desabituar o corpo de produtos prejudiciais – como produtos processados, açúcar refinado e sal –, a maior parte das pessoas continua a procurar o detox com um objetivo só: o emagrecimento. "Há pessoas que perdem peso e querem fazer todas as semanas. Mas isso não autorizamos, simplesmente não vendemos", explica Teresa Alves Barata. Foi há sete anos que a health coach criou a sua própria marca, a Liquid, que além de vender sumos coloridos em lojas de rua, tem também um plano detox personalizado. "As pessoas devem contactar-nos e preencher uma ficha de inscrição", explica. Aí têm de detalhar hábitos alimentares, dos vegetais consumidos diariamente, à carne e ao açúcar e à prática de exercício físico. Só assim se pode compor um plano detox à medida das necessidades de cada um, explica. "Para alguém que pratique exercício devemos incluir alternativas com proteína vegetal, por exemplo."

Lamenta que o detox seja mal interpretado – foi, aliás, por isso mesmo que escreveu um livro – Em Estado Puro (Arena) – para adiantar todos os benefícios e perigos desta forma de estar. Formada em Nova Iorque, no Institute for Integrative Nutrition, a health coach ajuda os clientes "a mudarem de hábitos de vida e de alimentação". Um dos hábitos que tenta inserir na vida das clientes é beber um sumo verde uma vez por dia: "Posso dizer que 90% aceitam o hábito para a vida."

A lei da compensação
Aderir ao detox pode querer dizer incluir sumos ricos e sopas completas ao longo do dia – e não substituir todas as refeições por alternativas líquidas, lembra Lillian Barros. Ora vejamos o pequeno-almoço: em cima da mesa costumam estar o galão e a tosta mista. Podemos optar por substituir o galão por um sumo à base de abacaxi, pepino, espinafres e gengibre e trocar a tosta por uma fatia de pão de trigo sarraceno com pasta de abacate e um ovo escalfado. O ideal seria variar nos sumos ao longo do dia mas a limitação de tempo e a logística não jogam a favor. Por isso, a nutricionista aconselha que "guarde um sumo numa garrafa térmica, fechada, para impedir a oxidação" e levá­-lo para todo o lado, bebendo ao longo do dia.

Os sumos e as sopas podem funcionar como ponto de partida, diz: "Sentimo-nos mais leves, menos inchados. Trazem uma série de benefícios que queremos ver repetidos. E essa pode ser a motivação que precisávamos para mudar a nossa vida." Pedro Moreira concorda que este tipo de planos pode servir de incentivo, mas o ideal seria encarar o detox como uma forma de estar. Na cozinha, por exemplo, é importante não usar temperaturas muito altas – para evitar o carbonizado – utilizar menos gordura e, atenção, deixar o óleo para apenas uma utilização. Depois, vêm as regras do costume: excluir alimentos processados e açúcares refinados da alimentação, reduzir o consumo de carne vermelha e, ao mesmo tempo, reforçar a dose de produtos frescos, frutos, vegetais, leguminosas e boas gorduras (como o azeite virgem).

O que não invalida que se infrinjam as regras, de vez em quando. É aí que a constante presença de produtos hortícolas e fruta pode fazer toda a diferença. Se está numa churrascada, opte sempre por compensar com outros alimentos frescos – termine a refeição com uma salada de fruta, aconselha Pedro Moreira. É que determinadas carnes, como o bacon ou os enchidos conduzem à formação de nitrosaminas, compostos cancerígenos, tóxicos, que se desenvolvem no corpo, e a vitamina C, por exemplo, tem o poder de impedir esse desenvolvimento.

A fruta e os legumes têm grande valor – muito dele ainda por descobrir – e, nesse aspecto, os planos detox podem ter relevância se aplicados individualmente e de forma personalizada, tendo em conta as necessidades do indivÍduo. Pedro Moreira acrescenta: "Temos de estar de mente aberta. Se há mecanismos biológicos interessantes é preciso testá-los cientificamente."

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