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O presidente norte-americano, Donald Trump, saiu de Ancara, Turquia, depois da cimeira da NATO, no mês passado, num avião secreto, numa operação simulada e desencadeada por uma alegada ameaça de assassinato por parte do Irão, avança o The Washington Post. 

De acordo com informações avançadas pelo jornal norte-americano, a operação envolveu três aeronaves diferentes. Donald Trump embarcou em Ancara, capital da Turquia, para seguir para Mildenhall (no Reino Unido), num primeiro momento e diante das câmaras, no avião Air Force One, tendo depois sido transportado para uma outra aeronave militar secreta - um Boeing 757. O presidente dos EUA foi levado até à aeronave num camião de catering, geralmente utilizado para transporte e serviços de alimentação. 

Jornalistas e funcionários da Casa Branca também embarcaram no Air Force One, acreditando que Donald Trump estava a bordo. Relatos apontam que os passageiros foram previamente instruídos a baixar as persianas das janelas. Depois de chegar a Mildenhall, como previsto, os fotógrafos registaram imagens de Trump a desembarcar do avião presidencial, sugerindo que reembarcou no Air Force One fora da vista do grupo de jornalistas que pensavam estar a viajar com ele. Em declarações aos jornalistas, Trump referiu a ameaça iraniana, mas não mencionou a troca de aviões. 

Após a breve visita à base em Mildenhall, Trump embarcou no novo Air Force One para seguir viagem até Washington. 

Quando questionado sobre as ameaças do Irão, Trump respondeu: "Bem, recebo ameaças a toda a hora. Sou o número um na lista deles, antes de vocês", disse. 

"Mas se eu for, vocês também vão", acrescentou aos repórteres.

O serviço secreto dos Estados Unidos recusou-se a comentar o assunto e a Força Aérea encaminhou as questões para a Casa Branca.

Enquanto Trump esteve na Turquia, os militares norte-americanos realizaram uma série de grandes ataques no Irão em retaliação pelos bombardeamentos iranianos contra navios mercantes na região. O jornal The New York Times e a CBS News noticiaram no mês passado que os responsáveis dos serviços de informações levantaram preocupações sobre um possível ataque ao presidente ou ao seu avião, desencadeando precauções adicionais e a então decisão de não utilizar a aeronave recém-inaugurada, oferecida a Trump pelo Catar. 

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