Universidades: já não chega só fazer uma licenciatura

Universidades: já não chega só fazer uma licenciatura
Sara Capelo 01 de julho de 2018

É essencial dominar a tecnologia, não há profissões para a vida, trabalha-se com as empresas e podem fazer-se dois cursos em simultâneo.

Especuladores de moedas alternativas, terapeutas de desintoxicação digital, eticistas, engenheiros de circulação… A lista de novas profissões elaborada em 2014 por Thomas Frey tem mais de 160 entradas - e algumas talvez até já estejam desactualizadas. Há 15 anos imaginaria que blogger, instagramer ou youtuber seriam profissões rentáveis? Dificilmente. Então, não estranhará que estas profissões estejam no portefólio do futuro. Quando criou a lista, o futurista do DaVinci Institute assumia que cerca de 60% dos empregos da próxima década ainda não tinham sido inventados. Isso foi referido inúmeras vezes à SÁBADO por diversos especialistas. Assim como a certeza, aqui resumida pelo chanceler da Universidade Lusíada, de que hoje "ninguém se forma para ter a mesma profissão toda a vida". Eis o que podem esperar os que se preparam para um novo ciclo de ensino:

Saber adaptar-se
Ainda há dias João Redondo ouvia um físico (um especialista, portanto) afirmar que "não temos de formar especialistas". É que, diz o também presidente da Associação Portuguesa do Ensino Superior Privado, "o especialista esgota a sua competência na especialidade" e o que as universidades têm que fazer é "preparar as pessoas para pensarem e para um futuro que é desconhecido": "Atendendo à velocidade a que os saberes se tornam desactualizados, o quadro que tem de se desenvolver é ser capaz de se adaptar a novidades permanentemente."

Ele, por exemplo, quando tirou Direito há 35 anos teve que aprender todo o Código do Processo Civil, que entretanto já foi alterado. "Mas foi útil, porque prevalecem os princípios."

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