Um automóvel para andar a todo o gás... natural

Um automóvel para andar a todo o gás... natural
Markus Almeida 17 de agosto de 2020

O novo Seat Arona não anda a gasolina, a gasóleo ou a GPL. Também não se liga à tomada. Gás natural é o que move este carro amigo do ambiente e da carteira. Conheça as vantagens do GNC – e as desvantagens, que também as há.

Dominemos as etiquetas antes de ligarmos a ignição. Quando referimos Gás Natural Veicular estamos a falar de GNV, que tanto existe na forma líquida, o GNL, como na gasosa, o GNC (o C é de comprimido). É esta a sigla que nos interessa, a que vai encontrar mais vezes neste artigo e a que a Seat decidiu colar aos seus carros que circulam movidos a gás natural: o Ibiza, o Leon e o que pudemos experimentar por uns dias, o Seat Arona 1.0 TGi com 90 cavalos de potência e motor híbrido (gasolina e GNC).

E, antes de metermos a primeira, pede-se uma brevíssima aula de Química para explicar que o GNV é um gás que não é tóxico, que não pode ser adulterado, que não condensa, que é mais facilmente processado pelo motor de um carro do que a gasolina ou o gasóleo e que, cereja em cima do bolo, é mais barato do que estes combustíveis. Na sua formação entram hidrocarbonetos de metano e etano, o que significa que um carro alimentado a GNV polui menos do que um a GPL (gás de petróleo liquefeito).

Agora vamos ao carro, que já chega de bocejar. O Seat Arona 1.0 TGi é ligeiramente menos potente do que o seu equivalente a gasolina, o 1.0 TSi, que tem 95 cavalos a puxar a carroçaria. Os cinco cavalos a menos têm algumas consequências na prestação, embora, em boa verdade, quem espere acelerar dos 0 aos 100 km/h em 10 segundos (no TSi 1.0) decerto não se importará de demorar 13,2 segundos no TGi 1.0 - debater a performance desportiva em viaturas deste segmento é só redundante.

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