Shark Tank académico: do ISCTE para Boston

Shark Tank académico: do ISCTE para Boston
Raquel Lito 31 de julho de 2016

A ideia parece elementar: um penso para feridas crónicas. Mas não é: envolve nanotecnologia e cinco anos de investigação. Para convencer os investidores, o cientista de Coimbra só precisou de discursar três minutos. Um projecto de negócio com potencial de milhões

Bastaram três minutos – e não os 15 de Andy Warhol – para um cientista português ficar famoso numa espécie de Shark Tank académico. Os investidores aka "tubarões" eram sete, e, de forma agregada, representavam fundos de 300 milhões de euros. O "pitch", ou apresentação cujo tempo limite equivale a uma viagem de elevador, tinha de ser claro e conciso. O projecto vendável.

Pela nanotecnologia e potencial de mercado global, de nove mil milhões de euros, a equipa de Lino Ferreira destacou-se. Na mesma tarde, de 22 de Julho passado, os sete jurados (entre portugueses e norte-americanos) deram o veredicto após uma reunião à porta fechada de 15 minutos no ISCTE: sim, o projecto No Micro, também conhecido por Bug Kill (mata micróbios) tinha condições para avançar num programa de aceleração intensiva e dos mais consagrados a nível mundial, apenas acessível por convite – o Boston Global Immersion, em Boston, na primeira quinzena de Dezembro. 

Além da viagem a Boston, o premiado passará por três sessões intensivas de coaching e mentoria, num total de 1.150 horas, e poderá vir a receber várias tranches de investimento de capital de risco (na ordem dos dez milhões de euros, de forma faseada) até atingir o mercado – o que pode vir a acontecer dentro de três anos.

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