"Se as famílias pudessem ter os filhos que desejam, o problema da natalidade estaria resolvido"

'Se as famílias pudessem ter os filhos que desejam, o problema da natalidade estaria resolvido'
Markus Almeida 22 de janeiro de 2020

Associação Portuguesa de Famílias Numerosas considera que continuam a faltar medidas que corrijam o principal entrave a ter filhos: a falta de rendimentos.

O novo Orçamento do Estado prevê 1.524 milhões de euros de incentivos à natalidade, disse a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, esta terça-feira ao Público. Entre as principais medidas de apoio à natalidade encontram-se a criação de um cheque para ajudar as famílias a pagar a creche, mas só a partir do segundo filho, e o pagamento a 100% de baixas para assistência a um filho em caso de doença ou acidente. 

Apesar de o montante do cheque estar ainda por definir, a ministra garantiu que todas as famílias terão direito a este apoio a partir do segundo filho, independentemente dos rendimentos que aufiram. A medida entrará em vigor no último trimestre de 2020.

À revista SÁBADO, Ana Cid, Secretária-Geral da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN), destaca o caráter universal desta medida: "O complemento de creche é muito importante. Ainda não há detalhes mas as guideline parecem-nos importantes na medida em que são universais, não têm a ver com os rendimentos", refere, considerando, no entanto, que a medida deveria ser alargada também ao primogénito. "É importante que haja medidas de compensação dos rendimentos com caráter social, e outras com caráter universal e acessível a todos as famílias."

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