Portugal fora, atrás do Carnaval

Markus Almeida , Pedro Henrique Miranda 21 de fevereiro de 2020

Começando na fronteira Norte e terminando bem a Sul, guiamo-lo pelas festas e cortejos que vão animar este Entrudo. Dos Caretos de Podence ao samba da Madeira, há propostas para todos os gostos

O carnaval português é uma celebração multifacetada - no verdadeiro sentido do termo. Por todo o lado pululam caras e carantonhas de diferentes formas e tamanhos: de madeira, esculpidas à mão pelos mais dedicados foliões, em registo caricatural de reconhecíveis figuras públicas, de sambistas e sambadores trazidos do outro lado do Atlântico ou de máscaras – das mais simples às mais elaboradas. Em reconhecimento da riqueza e abundância das tradições carnavalescas, reunimos algumas das mais icónicas festividades num pequeno roteiro para que possa fazer destas miniférias uma grande viagem.

Norte litoral: Pais velhos e sambas novos
Começamos perto da fronteira Norte, onde, em Ponte da Barca, Lindoso, se celebra ao longo de três dias o tradicional ritual do Entrudo do Pai Velho. No Domingo Gordo, o busto em madeira do Pai Velho percorre, puxado por uma carroça de bois, os principais pontos da vila e, na terça-feira de Carnaval, a figura regressa com um novo cortejo, terminando, desta vez, com a queima e enterro do Pai Velho, após a leitura do seu testamento.

Em Barcelos, o desfile de Cabeçudos e Gigantones, que percorre o centro histórico no domingo, é acompanhado pela Feira do Fumeiro, que se instala na avenida da Liberdade, de sábado a terça; e a Farrapada de Ovar funciona, na prática, como uma segunda noite de Carnaval: o desfile espontâneo, que se realiza na sexta anterior ao feriado, é caracterizado pelo elaborado jogo de luzes e disfarces temáticos em grupo, e já se vai tornando um marco das celebrações da cidade.

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