Portefólio: neste lar, a Covid não travou o quotidiano

Portefólio: neste lar, a Covid não travou o quotidiano
Sara Capelo 10 de julho de 2020

Mas desacelerou-o. Psicólogo fotografou durante semanas o dia a dia na ASAS, em Lisboa. Fotografias saem em livro no fim do ano

É um hábito diário. Miguel Furtado Martins gosta de fazer fotografia de rua. De, simplesmente, caminhar e disparar a sua Nikon 5300. Mas quando foram impostos o confinamento e o estado de emergência, o seu trajeto ficou reduzido aos cinco minutos entre casa e o trabalho, no lar da Associação para Serviços de Apoio Social (ASAS), em Lisboa. 

Chegado à ASAS, o psicólogo deixava-se ficar com a máquina ao ombro, sempre ligada e adaptou o seu hobby ao interior, onde há semanas vem retratando o quotidiano de quem ali trabalha e dos 63 utentes que ali vivem. Entre eles estava o realizador Alfredo Tropa, autor de O Povo que Canta (RTP) e recentemente falecido. 

Miguel Martins substituiu a lente por uma 35 mm, por causa da luz. E escolheu o preto e branco pela emoção que a imagem assim transmite. Parte das fotos que aqui publicamos sairão num livro ainda este ano e três delas foram selecionadas para a galeria online da Leica Fotografie International.

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