Não sabe como lidar com adolescentes? Já há um workshop para pais

Não sabe como lidar com adolescentes? Já há um workshop para pais
Vanda Marques 22 de janeiro de 2019

A OMS revelou que 10 a 20% das crianças e jovens têm problemas de saúde mental e para contrariar essa tendência a psicóloga Ana Duarte Ferreira quer ajudar os pais a lidarem com adolescentes


A idade do armário, das crises existenciais, das dúvidas e das fúrias. A adolescência é uma fase de grandes desafios e os pais muitas vezes não sabem qual o caminho a seguir. Para enfrentar estes desafios, a psicóloga Ana Duarte Ferreira criou um workshop de psicologia chamado Construção da Identidade na Adolescência. É no sábado, 9 de Fevereiro, das 11h às 13h, no consultório ADF Psicologia, em Lisboa. 

A especialista diz que decidiu fazer esta iniciativa depois ter perceber o impacto dos problemas de saúde mental nos adolescentes. É que metade dos casos de distúrbios mentais começam antes dos 14 anos. Licenciada em psicologia clínica no ISPA, Ana Duarte Ferreira tem experiência clínica nas áreas materno-infantil, adolescência e idade adulta, e trabalha no Hospital de Cascais. Foi fundadora do consultório ADF Psicologia e refere quer encontrar o caminho para responder a esta pergunta: "Sabe quais são os desafios e as tarefas que contribuem para uma construção saudável da identidade do seu filho?"

Porque decidiu criar estes workshops?

Estes workshops nascem da necessidade, que observo diariamente, de sensibilizar e esclarecer os pais acerca dos processos e das mudanças característicos da adolescência, para que estes estabeleçam com os filhos uma relação mais consciente, mais compreensiva e mais humana.

Outro fator que me motivou, sem dúvida, foi o conhecimento através da OMS (Organização Mundial de Saúde) de 2018, que 10 a 20% das crianças e jovens têm problemas de saúde mental, que 50% dos distúrbios mentais começam antes da idade dos 14 anos, que apenas 1/5 recebe tratamento adequado, e que a maior parte dos casos passam despercebidos e não são tratados. Perante números tão alarmantes, desafiei-me a ter um papel mais ativo na divulgação destes dados e alcançar o maior número de pais possível, fora do consultório e do Hospital. Um destes adolescentes pode estar em nossa casa a sofrer em silêncio.

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