Luís Portela: “Não gosto de festejar o nascimento de Jesus com uma bacalhoada”

Sílvia de Oliveira 20 de outubro de 2018

Em adolescente pensou ir para o Tibete e ficar lá para sempre. Acabou à frente da maior farmacêutica portuguesa, quase a facturar 300 milhões por ano, e a escrever livros que reflectem interesses como a parapsicologia e a crença na reencarnação.

Ambiciona que a sua empresa entre no top 5 mundial, ainda que vá dizendo que nunca teve a motivação de ganhar dinheiro e que o seu património "é do mundo, do universo". Conversa sobre êxitos, fracassos, amores, paixões – e sobressaltos científicos e judiciais.

Fez 67 anos recentemente. Já sabe o que veio fazer nesta vida à Terra, o mundo-escola, como lhe chama?
Considero que sou um ser espiritual, de passagem na Terra. Sinto-me bem comigo e com os outros. Fiz algumas coisas que gostaria de não ter feito, mas não soube fazer melhor. Globalmente, dou-me por satisfeito, em termos pessoais, familiares e profissionais. Aquilo que na fase final da minha vida mais gostarei de fazer está relacionado com os meus objectivos de vida na juventude: dar algum contributo para o esclarecimento espiritual da Humanidade.

O seu interesse pela espiritualidade vem de muito novo.
Quando tinha 15 anos fiz uma comparação entre a bíblia católica e a protestante. Desde os meus 13 anos que me lembro de ler coisas sobre ioga, budismo, espiritismo...

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