Kanye West rejeita apoio a Trump e revela que já teve covid-19

Lusa 08 de julho de 2020
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Em entrevista, o rapper explica que planeia basear a gestão dos EUA na estrutura de Wakanda, um país africano fictício que aparece na banda desenhada Marvel.

O 'rapper' norte-americano Kanye West, que anunciou recentemente a candidatura a Presidente dos Estados Unidos, disse hoje que não apoia o chefe de Estado, o republicano Donald Trump, e que já esteve infetado com o novo coronavírus em fevereiro.

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Durante uma entrevista à revista Forbes, citada pela agência espanhola Efe, Kanye West também considerou que o sistema de planeamento familiar dos Estados Unidos é uma obra de supremacistas brancos.

"Estou a conversar com especialistas, vou falar com Jared Kushner [genro de Trump], com a Casa Branca, com [o candidato democrata Joe] Biden", disse o 'rapper' norte-americano quando questionado sobre a candidatura às eleições presidenciais de novembro.

O músico disse que está confiante para o sufrágio, apesar de não contar com nenhum tipo de estrutura para apoiar uma campanha eleitoral.

Questionado ainda sobre a razão pela qual retirou o apoio, que era publicamente manifestado, ao Presidente Trump, o 'rapper' disse que a atual governação é "um caos".

O 'rapper' também detalhou na entrevista que teve covid-19 em fevereiro e que já tinha recuperado da doença provocada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2).

Questionado também sobre os assessores da campanha, a mulher e colunável Kim Kardashian e o empresário norte-americano Elon Musk -- cofundador da Tesla -, Kanye West respondeu que são duas pessoas que sempre o apoiaram e, no caso de Musk, falou "durante anos" sobre uma possível candidatura à Casa Branca.

O 'slogan' da campanha será "Yes!" (Sim!) e a candidata a vice-Presidente é Michelle Tidball, que se descreve como uma 'life coach' bíblica.

O nome da formação política que criou, o Birthday Party (Partido do Aniversário) foi escolhido porque o músico considerou que, caso vença as presidenciais, vai ser um "aniversário de todo o mundo".

"Deus deu-me clareza e disse-me que este é o momento", explicitou o 'rapper' quando questionado sobre a razão pela qual apresentou a candidatura para estas eleições de 2020 e não de 2024.

Considerando que uma das intenções é acabar com a brutalidade policial, West ressalvou que os elementos das forças de segurança "também são pessoas".

O candidato presidencial disse ainda que planeia basear a gestão dos Estados Unidos na estrutura de Wakanda, um país fictício localizado na África Subsaariana que aparece na banda desenhada Marvel e que é nos quadradinhos a nação mais desenvolvida e tecnologicamente avançada do planeta.

"Vou utilizar a estrutura de Wakanda porque é a que melhor explica o que a nossa equipa vai fazer na Casa Branca [...]. A quantidade de inovação que poderá acontecer, a quantidade de inovação na medicina [...]. Vamos trabalhar, inovar, juntos", sublinhou.

O músico norte-americano anunciou no sábado [04 de julho], Dia da Independência dos EUA, a candidatura à Casa Branca.

Não é a primeira vez que West, um afro-americano de 43 anos e de acordo com a revista Forbes a estrela mais bem paga em 2020, especula sobre uma possível incursão na política.

Nos últimos anos, West tem sido um forte defensor da política e da figura de Trump, a quem visitou em 2018 durante uma reunião na Casa Branca para discutir a violência e o sistema prisional nos Estados Unidos.

Com um boné vermelho com o 'slogan' "Tornar a América Grande Outra Vez", o famoso 'rapper' chamou herói ao Presidente e agradeceu-lhe por o fazer sentir "como o Super-Homem".

Mais tarde, em 2019, reiterou o objetivo de se candidatar à presidência durante entrevistas promocionais para o seu álbum religioso "Jesus é rei", embora tenha situado a candidatura em 2024.

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