Júlio Pomar: o mestre que tinha a "obsessão de fazer bonecos"

Júlio Pomar: o mestre que tinha a 'obsessão de fazer bonecos'
Diogo Barreto 22 de maio de 2018

Júlio Pomar morreu esta terça-feira aos 92 anos no Hospital da Luz. Mestre das artes plásticas, desenvolveu trabalhos na área do desenho, gravura, cerâmica e até mesmo na escrita.

Júlio Artur da Silva Pomar nasceu a 10 de Janeiro de 1926, já depois da primeira grande vaga de mestres vanguardistas portugueses do século XX e tornou-se, posteriormente, ele mesmo um mestre das artes plásticas, com trabalhos desenvolvidos na área do desenho, gravura, cerâmica e até mesmo na escrita.

Nascido ainda antes do golpe militar que instauraria a ditadura em Portugal, a juventude de Pomar foi passada na luta contra o regime do Estado Novo, ao lado do bom amigo Mário Soares, de quem fez um dos mais icónicos retratos da arte contemporânea portuguesa.

A luta interna contra o regime terminou em 1963, quando decide exilar-se em Paris, onde dá início a uma nova fase da sua vida artística, abandonando a expressão neo-realista para adoptar um estilo menos pictórico e mais abstracto e centrado no estudo das figuras.

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