Jovens usam cada vez menos o preservativo

Jovens usam cada vez menos o preservativo
Sara Capelo 21 de maio de 2020

O uso deste método caiu nos últimos 10 anos. É uma tendência europeia a que os adolescentes portugueses não estão alheios, segundo um estudo da Organização Mundial de Saúde

É uma tendência a que os adolescentes portugueses não estão alheios: cerca de 25% dos europeus que, aos 15 anos, são sexualmente ativos não utilizaram preservativo na última relação sexual. E três em cada quatro não usou pílula contracetiva. Por cá, 24% dos jovens reportam essa realidade, que tem os piores números em Malta (52%) e os melhores na Dinamarca (8%). 

"O uso do preservativo tem vindo a cair nos últimos dez anos", constata Marta Reis. "E como possíveis justificações aponto três causas prováveis para esta despreocupação: a infeção pelo VIH/SIDA passou a ser considerada uma 'doença crónica', em vez de uma 'sentença de morte'; o número de campanhas de prevenção relativas a esta infeção diminuiu; e tem-se registado um desinvestimento na educação sexual nas escolas", diz a psicóloga e investigadora, que esteve envolvida no Health Behaviour in School Aged-children (HBSC).

Este estudo, da Organização Mundial de Saúde, inquiriu jovens em idade escolar de 45 países. Em Portugal, os inquéritos (realizados em 2018) incluíram 5.839 pessoas dos 6.º, 8.º, 10.º e 12.ºs anos -- 52% delas eram raparigas. 

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