Feito à mão e com muita (c)alma

Maria Espírito Santo 19 de agosto de 2019

Fazem tapeçarias em antigos teares e peças de cerâmica com queimadas ao ar livre. Aqui, o feito em série não entra e os clientes incluem chefs como José Avillez.

De um lado a frieza de marteços, maçaricos e brocas que nos transportam para uma oficina. Do outro, o calor das plantas que invadem o espaço – das heras e avencas até à costela de Adão e às pérolas de longos braços caídos, que nos levam a uma qualquer floresta tropical. São dois mundos que conversam no ateliê de Inês Telles. É no espaço amplo da Calçada das Necessidades, em Lisboa, que a magia acontece: os lingotes transformam-se em brincos, pulseiras, anéis, colares ou ganchos. As peças partem das mãos de Inês, que se serve de diferentes instrumentos para as moldar, polir e aprimorar: da laminadora manual (um cilindro em aço que comprime a prata) ao banco de puxar fio, até às brocas diamantadas que dão têxtura às peças. "No início não tinha nada, nem instrumento para furar – cheguei a usar um prego e um martelo", conta, entre risos.

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