Alexandra Lencastre: "Mimos não são flores: são propostas de trabalho"

Alexandra Lencastre: 'Mimos não são flores: são propostas de trabalho'
Raquel Lito 13 de fevereiro de 2020

Em vésperas de trocar a estação de Queluz pela SIC, a actriz deu uma entrevista à SÁBADO, na qual já dava sinais de alguma insatisfação com a TVI, afirmando não se sentir acarinhada como no passado.

Antes de protagonizar a polémica (e real) novela – transferência para a SIC –, Alexandre Lencastre deu uma entrevista à SÁBADO. Na sala de atores de um estúdio da Plural Entertnaiment, em Bucelas, onde foi gravada Na Corda Bamba (TVI) até dia 12, a atriz falou de ficção nacional. E não só: da estação de Queluz, vontade de fazer séries e expetativas profissionais. Sobre a SIC foi vaga. 
 
Naquela tarde de 28 de janeiro, ninguém suspeitava do final de ciclo de "Alex" (assim tratada na TVI), de 54 anos, através da mudança de estação. Vestida e maquilhada para a personagem (Fernanda, uma psicóloga), a diva falou descontraidamente durante 35 minutos.      

Está na reta final da novela Na Corda Bamba, TVI [as gravações terminaram dia 12, esta quarta-feira]. O que lhe apetece fazer depois?
Quando chegamos ao final de uma novela, a primeira vontade irracional é desaparecer. Pode significar ir de férias, mas tem muito que se lhe diga. A pessoa precisa de descansar e desligar, porque esteve muito tempo a viver uma personagem. Temos de estabelecer uma fronteira, que acaba por ser ténue, porque construímos a personagem com a nossa voz, corpo, memórias afetivas. Vem tudo de dentro. Acho que há uma necessidade de evasão. Ao mesmo tempo, antes de acabar ficamos com muitas saudades. Há tendência para a autocrítica. Tenho-a porque acho que se pode fazer sempre melhor.

Aprendi a lidar com essas notícias [sobre o suposto cansaço e mau humor] com alguma distância e até compreensão. Já cá ando há 36 anos. Isso faz-me conhecer praticamente toda a gente. Agora não estou numa altura em que sinta que me tenha de justificar minimamente

O que acusa a autocrítica?
Desconcentro-me imenso em exteriores. Para mim deviam ser só cenas de situações leves: passear de bicicleta, piqueniques. Ou então num sítio muito isolado. Porque se tenho de fazer uma cena de exteriores muito intensa no meio da cidade, com trânsito, pessoas a passar, desconcentro-me. É um problema meu, que tenho de ultrapassar. Ao mesmo tempo, antes de acabar ficamos com muitas saudades.

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