Afinal, ser feliz é uma ciência

Afinal, ser feliz é uma ciência
Vanda Marques 12 de junho

O dinheiro ajuda, mas não tanto como pensa. O bem-estar está em atos mais simples como correr, conversar e ajudar os outros. Especialistas explicam tudo.

Meter conversa com estranhos, ir jantar fora ou fazer voluntariado. Tudo isto são estratégias para ser feliz e todas têm suporte científico. Psicólogos e economistas têm-se dedicado a estudar a felicidade e as descobertas são surpreendentes.

Até um prémio Nobel da Economia já se debruçou sobre o tema e descobriu que está relacionado com a memória. O assunto é tão sério – e complexo – que existe uma cadeira na Universidade de Yale que aplica as descobertas científicas ao dia a dia. "Ser feliz dá trabalho, temos de mudar os nossos hábitos", diz à SÁBADO Laurie Santos, a professora responsável pela disciplina.

Porque é que dá trabalho? O nosso cérebro não ajuda muito. Por exemplo, recordamo-nos mais das experiências más do que das boas. Outra prova: compararmo-nos com os outros e regermos a nossa felicidade por isso. Laurie Santos apresenta um estudo: "Ao analisar o rosto de vencedores olímpicos, percebeu-se que o vencedor da medalha de prata não está tão feliz como o da de bronze. É que o segundo só pensa em como esteve tão perto de ganhar o ouro."

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