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Ordem dos Psicólogos preocupada com fim de programa de apoio no Ensino Superior

Lusa 02 de outubro de 2026 às 22:31
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Bastonária recordou que a população académica vive momentos de maior exigência, muitas vezes com afastamento das redes familiares e sociais.

A Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) manifestou esta sexta-feira preocupação com a falta de garantias de apoio psicológico aos alunos do Ensino Superior, findo o programa de três anos cuja vigência termina este mês.

Ordem dos Psicólogos preocupada com fim de programa de apoio no Ensino Superior
Ordem dos Psicólogos preocupada com fim de programa de apoio no Ensino Superior Mariline Alves/Mariline Alves

Fonte da OPP disse à agência Lusa hoje não dispor ainda de qualquer informação sobre a continuidade ou financiamento de iniciativas destinadas a prestar apoio psicológico aos estudantes do Ensino Superior.

A bastonária da OPP, citada em comunicado divulgado esta sexta-feira, defendeu a importância da continuidade do Programa para a Promoção da Saúde Mental no Ensino Superior, que tem vindo a ser desenvolvido nos últimos três anos, com resultados "muito positivos".

Para Sofia Ramalho, a promoção da saúde mental não se faz em ciclos isolados de três anos "consoante os apoios externos que surgem ou não".

O Programa para a Promoção da Saúde Mental no Ensino Superior, financiado em 12 milhões de euros, permitiu apoiar 40 projetos em 68 universidades e institutos politécnicos, públicos e privados, tornando possível a criação ou reforço de respostas de apoio psicológico, prevenção e promoção da saúde mental, segundo a Ordem.

Agora, os psicólogos alegam que a transição para o programa SOMA+Academia, "anunciado pelo Governo", tem de se traduzir num financiamento efetivo e previsível.

"O novo programa tem de ser implementado o quanto antes, para evitar interrupções nas respostas de apoio, a perda dos profissionais e a capacidade instalada das instituições", sublinhou a OPP nesta tomada de posição.

A bastonária recordou que a população académica vive momentos de maior exigência, muitas vezes com afastamento das redes familiares e sociais e entrada no Ensino Superior num período já em si crítico de passagem dos jovens para a idade adulta.

Estes programas permitiram a criação de respostas, a contratação de psicólogos, o desenvolvimento de programas de prevenção e de promoção.

"Interromper agora este investimento pode colocar em risco muito do trabalho realizado e é uma marcha-atrás na aposta na prevenção de problemas de saúde psicológica nos estudantes do Ensino Superior e na sua plena inclusão e permanência académica, colocando em causa projetos de vida", defendeu.