Centeno: Auditoria à CGD "só chegou depois de oito ministros e sete governos"

Negócios 30 de janeiro de 2019

O ministro das Finanças recorda que a auditoria aos atos de gestão da CGD apenas foi pedida depois de "oito ministros das Finanças e sete governos". Mário Centeno diz ter dado indicação à CGD para "levar até às últimas consequências todas as ações necessárias".

Por Rita Atalaia - Jornal de Negócios

Mário Centeno recorda que foram necessários "oito ministros das Finanças e sete governos" para que fosse pedida uma auditoria aos atos de gestão da Caixa Geral de Depósitos (CGD). Isto depois de as conclusões preliminares da EY terem revelado que o banco estatal emprestou dinheiro em montantes elevados perante pareceres desfavoráveis. 

"Foi a primeira vez em 20 anos, depois de oito ministros das Finanças e sete governos, que isto foi feito", afirmou o ministro das Finanças perante os deputados, na comissão de Orçamento de Finanças, referindo-se à auditoria realizada pela EY a 15 anos de gestão da CGD. 

O responsável pela pasta das Finanças garante que "ninguém neste Governo tem qualquer problema com a questão da auditoria e com as consequência que esta possa ter". E, por isso, o executivo deu indicação ao banco estatal liderado por Paulo Macedo "para levar até às últimas consequências todas as ações que sejam necessárias" para que os envolvidos possam ser responsabilizados "por aquilo que foi feito, decidido e realizado pela CGD ao longo destes anos", reforça o ministro.

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