Abertura dos mercados: Acordo comercial China-EUA dá ânimo à Europa. Petróleo soma mais de 1%

Negócios 12 de dezembro de 2018

O desenrolar do episódio da detenção da CFO da Huawei está a renovar a esperança dos investidores no sucesso do acordo comercial entre os Estados Unidos e a China. O petróleo também vive um momento optimista no rescaldo dos dados das reservas dos EUA, que viram uma quebra.

Por Ana Oliveira - Jornal de Negócios

Os mercados em números 

PSI-20 soma 0,24% para os 4789,48 pontos

Stoxx 600 avança 0,36% para os 345,42 pontos

Nikkei valorizou 2,15% para 21602,75 pontos 

 "Yield" a 10 anos de Portugal recua 0,9 pontos base para os 1,748%

Euro avança 0,09% para os 1,1327 dólares
Petróleo sobe 1,25% para os 60,95 dólares por barril em Londres

 

Europa aplaude avanços no acordo comercial 

Na Europa o sentimento é positivo, numa altura em que os sinais animadores em relação ao acordo comercial entre China e EUA se acumulam. Depois de esta terça-feira ter sido noticiado que Pequim está a preparar um corte nas tarifas sobre as importações de automóveis norte-americanos, somou-se a satisfação da chefe financeira da Huawei, Meng Wanzhou, ao ter sido aceite o seu pedido de fiança, depois da detenção ordenada pelos Estados Unidos. Finalmente, Donald Trump garantiu em entrevista à Reuters que "se necessário", interviria no caso da detenção de forma a beneficiar as negociações comerciais com a segunda maior economia do mundo.  O Stoxx600 avança neste momento 0,36% para os 345,42 pontos, com a maioria das praças de referência em alta.

 

O Velho Continente está, para já, expectante em relação à incerteza crescente em Londres. A primeira-ministra britânica, Theresa May, vai estar esta quarta-feira sujeita a um voto de confiança convocado pelo próprio partido, no qual os pares conservadores deverão demonstrar o descontentamento em relação à actual liderança - a qual pode ditar a queda da representante do Reino Unido nas negociações com Bruxelas, num período crítico das negociações para o Brexit.

 

Em Lisboa, o PSI-20 segue a tendência das pares europeias e soma 0,24% para os 4789,48 pontos, impulsionado pela Jerónimo Martins, BCP e EDP.

Juros da dívida pouco alterados

Os juros a dez anos da dívida portuguesa estão a aliviar 0,9 pontos base para os 1,748%, movendo-se no sentido contrário aos da Alemanha, onde os juros para a mesma maturidade avançam 0,6 pontos base para os 0,238%. No Reino Unido, onde a liderança de Theresa May é posta em causa, a taxa remuneratória da dívida também não demonstra uma grande oscilação, ao somar 1,1 pontos base para os 1,199%. 

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