O moralista

Saudades do futuro

Quando for grande e livre, quero comer pão de centeio ainda quente com manteiga açoriana, carregada de sal refrescado pelos atuns enormes que sulcam o oceano. Deixar cair a cabeça na relva. Beijar amigos e desconhecidas. Lançar máscaras aos céus como balões de São João

O moralista

Vida inteligente

Pelo exemplo caseiro - duas guerras mundiais em meio século e milhares de ogivas nucleares apontadas às nossas cabeças no seguinte -, a hipótese de uma sociedade exoplanetária se autoextinguir é enorme. Talvez seja preferível limitarmo-nos à vida para além da pandemia

O moralista

Nómadas do império

Não se trata da “hora mágica”, xamânica, de Terrence Malick (não há aqui tempo para epifanias); ou do céu de Turner, tingido de um laranja apocalíptico (não há aqui espaço para o luxo do fatalismo). Nomadland é um filme de uma intransigente independência

O moralista

Flocos de neve

Quando Le Carré nasceu, Greene já tinha 28 anos, mas há um mimetismo desapaixonado nos passos do primeiro que homenageia o segundo. Ambos espiões do MI6, ambos encaixotados no limbo entre o palácio da literatura e o shopping do entretenimento

O moralista

O caminhante

As cidades, como os gatos, revelam-se à noite, e é revelador que, ao pôr do sol, as tenhamos entregado aos delinquentes e aos traficantes, mas também aos pedintes e aos sem-abrigo. A cidade nocturna e deserta está à nossa espera

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