Cuidados intensivos

Pelos cabelos

Se Carlos Moedas vencer Lisboa, Rui Rio ganha meia botija de oxigénio. Para ganhar a outra metade, é preciso o Porto – e é preciso seguramente mais do que Vladimiro Feliz, citado por Rio em entrevista recente, um nome cujo peso é bastante semelhante ao de uma folha de alface

Cuidados intensivos

Isto é um assalto

Se algo faz mal aos mais pobres, devemos limitar ou abolir o acesso deles à fonte dos seus infortúnios. Porque os pobres, sugere o novo puritanismo, são como crianças que não entendem os males do mundo. Precisam de uma mão tutelar, e obviamente estatal, para poderem viver e crescer nos seus habitats incorrompidos

Cuidados intensivos

Haja esperança

Se a leitura, em Portugal, fosse um fenómeno de multidões, o argumento sanitário faria algum sentido. Mas a nossa iliteracia é conhecida; os livros são uma religião de poucos. Como negar-lhes, neste momento de suspensão e recolhimento, a frequência dos templos e o acesso às escritas?

Cuidados intensivos

Pensamentos mágicos

Francisco Ramos não se impressiona com pormenores. Prefere lembrar que a roubalheira de vacinas que se regista por aí só indigna verdadeiramente os eleitores de André Ventura, o que não deixa de ser um elogio para eles. As pessoas de bem, na curiosa mundividência do dr. Ramos, toleram e até aplaudem a vigarice

Marcelo, foi assim que tudo aconteceu
28 de janeiroJoão Pereira Coutinho

Marcelo, foi assim que tudo aconteceu

O segundo mandato do Presidente da República em dois takes alternativos, vistos a partir de 2026, por João Pereira Coutinho. Inspirador ou falhado?

Cuidados intensivos

Gatos e ratos

As presidenciais estão reduzidas a isto: uma espécie de jogo de futebol com os “casos do jogo” e as “entradas em falso”. As propostas e as ideias dos candidatos, essas, não existem – ou, quando existem, são tão más que uma pessoa pergunta honestamente se a esmagadora maioria conhece a Constituição

Cuidados intensivos

Às cegas

Por mais apelos que o Presidente da República faça para que os portugueses (e os partidos) se unam, deixando ajustes de contas para mais tarde, não é possível assistir com cara séria à manipulação e ao desnorte que têm pautado a luta contra a pandemia

Cuidados intensivos

Lobos e cordeiros

Para não dar lucro aos “privados”, será legítimo que os portugueses fiquem sem tratamento nos hospitais do Estado? O que interessa é a beleza do ideal. E, nesse ideal, não entram as garras dos “abutres” da saúde, mesmo que isso implique a morte de centenas ou milhares

Cuidados intensivos

Caixas de Pandora

A confiança que a dra. Graça Freitas não tem nos selvagens do futebol é inteiramente dedicada à fidalguia da F1. Para ela, quem foi ao autódromo é ali da região e não tenciona circular pelo País. Pelo contrário: depois de ver as máquinas passar, o mais certo é fechar-se em casa e só voltar a sair, se sair, quando houver uma vacina

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