caderno de significados

A perigosa ilusão

Quando Correia de Campos diz que, no seu tempo de ministro, tinha “um assessor só para as cunhas”, está perversamente a contar a verdade. Está a ser sincero mas a dizer-nos, também, que é assim que as coisas funcionam, com o jeitinho, o empurrão, a cunha, e que, na sua opinião, não vem daí mal ao mundo.

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O clube dos intocáveis

As soluções de Rui Rio, criadoras de uma maioria de não magistrados nos órgãos de governo das magistraturas, estão em total rota de colisão com as ideias da União Europeia em matéria de separação de poderes. Por cá, o problema não está no Ministério Público. Está em quem quer uma justiça subserviente a um grupo de intocáveis da República.

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A regra da impunidade

Em 50 anos de democracia, as palavras mágicas para descodificar e entender a raiz do problema da corrupção em Portugal têm sido: fundos comunitários; perdões fiscais; faturas falsas; obras públicas e prescrições dos processos judiciais. Mas já não chega.

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Obviamente, ele iria demitir-se

Costa fica como um antigo ministro da Justiça impecável, mas como um primeiro-ministro que não conseguiu controlar o seu tempo de saída. Deveria estar a sair agora, em glória, depois de dois mandatos, eventualmente a caminho de um cargo europeu. Não com a amargura de ter sido quase demitido por “um comunicado do gabinete de imprensa da PGR”.

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A banalidade da fraude

Ao assumir o ilícito fiscal, esperando que o tribunal se satisfaça com isso, Manuel Pinho, o ex-ministro avençado do BES, está a partir do princípio de que vivemos numa república das bananas tributária. Para ele e mais alguns privilegiados, não para o resto do mundo.

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