Os dois cenários de Ivo Rosa

Ivo Rosa ou dissertará sobre a existência de abundante prova e enviará Sócrates a julgamento com todos os crimes com que chegou à instrução; ou concluirá que a acusação assenta essencialmente na presunção indiciária, portanto na chamada prova indireta, e até pode mandá-lo julgar, mas sem o fardo dos crimes de corrupção.

Os grandes e maus negócios do Estado

Portugal não quer fazer o debate de como se ataca essa impunidade estrutural, sob nenhum ponto de vista. Prevalece no debate público esse monstro sagrado dos direitos fundamentais de qualquer cidadão perante o poder coativo da justiça chamado presunção de inocência.

Desconfinar com os olhos em Itália

Não tenhamos ilusões: vai ser muito difícil regressar à normalidade que tínhamos em 2019, em grande parte devido ao prolongamento desta anormalidade pandémica, mas também porque os sinais que vêm da política e dos órgãos de soberania não são animadores

Os profissionais da carta aberta

A intervenção cívica destes profissionais do abaixo-assinado ou da carta aberta seria boa se fosse séria. Mas não, ela representa o que qualquer Governo mais adora. É uma expressão da “sociedade civil”, representa os profetas da respeitabilidade crítica, por “construtiva”, eufemismo cada vez mais em voga para traduzir subserviência e lambe-botismo

A guerra colonial não acabou

O debate sobre a guerra colonial não deve ser feito pela manipulação ideológica da esquerda ou da direita. Deve ser feito com mais rigor e menos subjetividade. Deve ser um debate de reconciliação entre portugueses, não de ódio e vingança

Onde nasce a corrupção?

As pequenas corruptelas evidenciam sempre uma única coisa: a esclerose do aparelho do Estado, ao serviço do empreguismo partidário e dos grupos que o dominam. Foi assim com os pequenos favores fiscais, e com a emissão de faturas falsas.

Vacinação e propaganda

Quase um ano depois do primeiro confinamento, Portugal e o mundo continuam a enfrentar a maior crise sanitária do nosso tempo e essa é a magnitude do problema, que exige respostas pouco compatíveis com mera propaganda.

A canalhice sem vacina

Esta geografia da canalhice não é um acaso. Ela é determinada pelo sentimento de pertença a uma elite que está no poder e que se está nas tintas para os outros, sejam cidadãos prioritários para receber a imunização ou não

Até onde vai Ventura?

Ventura é um abcesso na democracia, sem dúvida, mas numa democracia que também ela está doente. Que caminha para o abstencionismo e a indiferença cívica. E que se resigna com essa caminhada para o abismo.

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