Calão

O calão é uma linguagem concebida para agredir e insultar ou apupar – em incidentes de rua, nos sarilhos do trânsito, em ajuntamentos populares, nas pugnas de clãs políticos rivais, nos ambientes broncos e alarves, em conversas narcisistas, quando os homens gabam o tamanho e o vigor do seu pénis.

Superficialidades Desenvoltas - Parte II
28 de novembroJoão Pedro George

Superficialidades Desenvoltas - Parte II

Diogo Ramada Curto revela-se insensível à multiplicidade de esferas e de configurações, à diversidade de actores e de micro-poderes que constituem o campo da luta contra a estigmatização racial, e parece querer centrar a questão numa única dimensão — a matriz político-partidária.

Superficialidades desenvoltas - Parte I
27 de novembroJoão Pedro George

Superficialidades desenvoltas - Parte I

Alcindo "não se constrói como um close up de 17 jovens neonazis, mas como um grande plano sobre Portugal". Este foi o filme que Miguel Dores, os colaboradores mais próximos (Filipe Casimiro, operador de câmara, e Beatriz Carvalho, psicóloga do ISPA) e a produtora Maus da Fita realizaram. Diogo Ramada Curto (DRC), a avaliar pelos textos que escreveu no Contacto viu outra coisa.

A justiça negoceia-se?

Com vários projectos-lei a avançar em direcção a uma assunção da figura do arguido denunciante e do arguido colaborador, onde fica a descoberta da verdade material quando a justiça parece poder ser negociada?

Salvo evidência em contrário

Sair, partir ou ir embora é uma espécie de lei não escrita, respeitada por vários escritores nas últimas frases dos seus livros: “Entalou a pistola no cinto e saiu” ("O Homem Duplicado", Saramago); “Depois agradeceu ao empregado e partiu” (Tiago Rebelo, "Para Ti, uma Vida Nova").

Larvas na História
10 de novembroMiriam Assor

Larvas na História

Quando se assinalam 83 anos da Noite de Cristal, Miriam Assor, num artigo de opinião, recorda quando há anos, do arquivo de Dachau lhe indicaram para consultar um texto de Humberto Nuno de Oliveira. Um homem que foi candidato do Partido da Renovação Nacional (PNR) às europeias.

Gravado em mármore

Quando o clímax chega, quando o leitor está prestes a precipitar-se no vazio que existe à frente da última frase, a verdade pura é que há demasiados escritores que não resistem à imprudência de sucumbir a um péssimo desfecho.

Gira o disco e toca o mesmo can-can em Munique
03 de novembroTiago Carrasco

Gira o disco e toca o mesmo can-can em Munique

As expectativas dos benfiquistas não eram altas: antes do jogo, havia quem prometesse furar as orelhas e regressar a pé para Lisboa caso o Benfica vencesse. Não foi preciso. A máquina ofensiva do Bayern despachou o Benfica com cinco golos e o resultado dos últimos quatro encontros entre as duas equipas subiu para uns esmagadores 16-3.

Um gesto cortado no ar

Algumas frases finais, sobretudo nos maus romances, são como o último tiro que se dá por piedade com um ser agonizante, para acelerar o seu último suspiro. Outras deixam no leitor, como muitos bestsellers, o sabor característico dos alimentos enlatados.

A SÁBADO é todos os dias
11 de outubroCarlos Rodrigues Lima

A SÁBADO é todos os dias

O Orçamento de Estado para 2022 está a chegar, mas o que aconteceu às promessas feitas em 2020 e que, supostamente, seriam cumpridas durante este ano?

A Newsletter As Mais Lidas no seu e-mail
Às Sextas-Feiras não perca as notícias mais lidas da semana