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Segurança

Militares da GNR que lutam contra fogo em Monchique dormem no chão

07.08.2018 16:26 por Leonor Riso
Os elementos do GIPS foram captados a descansar, após o combate ao incêndio, a repousar sem colchão, lençóis ou almofada. Há cinco dias que estão nestas condições.
Foto: Sábado
Foto: Sábado
Foto: Sábado

GIPS dormem no chão

Há cinco dias que um incêndio consome a Serra de Monchique, e desde o primeiro momento que os elementos do Grupo de Intervenção de Prevenção e Socorro (GIPS) do GNR se juntaram ao combate às chamas. Mas quando podem repousar, fazem-no deitados no chão porque faltam colchões, almofadas e lençóis. Só os mais sortudos conseguiram colchonetes de ginástica para se estenderem. Até agora, o Comando-Geral da GNR não tomou medidas para melhorar o repouso dos seus elementos.

E não é a primeira vez que acontece. "Aconteceu uma situação semelhante em Fátima, quando veio o Papa Francisco. Tivemos profissionais a dormir no chão", relata César Nogueira, presidente da Associação dos Profissionais da GNR.

Até agora, não se sabe quando serão melhoradas as condições. "Normalmente, os elementos da GNR ficam nos postos mais próximos, onde existem camaratas. Alguns podem ter ido para lá. Mas têm limites. Não sei qual foi a questão em concreto para os GIPS terem ido para o pavilhão, talvez para ficarem mais perto do local do incêndio. Mas uma coisa é descansarem naquelas condições umas horas. Outra coisa são vários dias. Podiam já ter resolvido isto", indica Nogueira. A combater o incêndio em Monchique, encontram-se 159 militares da GNR.

Nas imagens, vêem-se os profissionais com a cabeça encostada às mochilas que lhes servem de almofada, enquanto repousam de roupa interior. Muitos não têm nada a separá-los do chão, nem a cobri-los. Os uniformes estão pendurados em cadeiras e vêem-se roupas dentro dos capacetes.

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Nogueira propõe uma solução: usar os colchões emprestados aos comandos territoriais que ninguém usa. O Comando-Geral da GNR veio desmentir esta situação, "mas as fotografias não mentem, são GIPS". A Associação dos Profissionais da GNR ainda não recebeu feedback após a denúncia.

"Não aceitamos que venham governantes, ou a Protecção Civil, dizer para a comunicação social que está tudo bem", frisou.


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