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Segurança

Mãe morta pela filha no Montijo receava ser vítima de crime

08.09.2018 15:52 por L.R.
A frieza da filha a falar sobre a mãe e os contornos do homicídio chocaram o país. Suspeitos estão em prisão preventiva.
Foto: Sábado
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Amélia Fialho Montijo
Amélia Fialho tinha 59 anos e era professora. No dia 1 de Setembro, foi morta pela filha adoptiva e pelo genro, que confessaram o crime às autoridades. Diana Fialho, de 23 anos, e Iuri Mata, de 27, drogaram-na, agrediram-na no crânio com um martelo e desfizeram-se do corpo, pegando-lhe fogo. Antes do crime, Amélia Fialho tinha-se queixado da filha e do genro aos colegas de trabalho na escola Jorge Peixinho: "Se me acontecer alguma coisa, pensem neles. Eles são capazes de tudo", disse, segundo o Correio da Manhã.

O seu corpo foi encontrado no dia 7 de Setembro, pelas autoridades, em Pegões. Apesar de estar carbonizado, a Polícia Judiciária (PJ) percebeu a identidade porque se tratava de alguém com baixa estatura, como Amélia.

A PJ divulgou os detalhes do crime, quando anunciou a detenção dos dois suspeitos. Antes do crime, os homicidas pesquisaram na Internet alguns detalhes sobre o crime. Na noite de sábado, tudo aconteceu: Amélia foi drogada pela filha adoptiva e pelo genro com um fármaco inserido numa garrafa de onde só ela bebia, porque estava a cumprir uma dieta. Viviam todos na mesma casa.

Quando estava inconsciente, agrediram-na na cabeça com um martelo várias vezes, para lhe provocar a morte. Depois, quiseram desfazer-se do corpo. Embrulharam-na num cobertor e colocaram-na num dos seus carros, onde foram encontrados vestígios de sangue, indica o jornal Público.

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As câmaras de vigilância captaram o casal numa gasolineira, onde compraram um isqueiro e um bidão de gasolina. O combustível seria usado para acelerar as chamas quando queimaram o corpo, na zona de Pegões. Diana Fialho e Iuri Mata lançaram ainda o martelo da ponte Vasco da Gama para o rio Tejo.



Só na segunda-feira, dia 3, é que os homicidas informaram as autoridades sobre o desaparecimento de Amélia – depois de terem limpado bem a casa. Diana Fialho divulgou um aviso no Facebook e deu entrevistas a meios de comunicação, como a CMTV.

"A minha mãe saiu, não nos disse para onde ia. Com as notícias que há no Facebook, já me puseram todas as hipóteses, já me disseram para procurar em becos, porque podem tê-la roubado e deixado estendida por aí, que possa ser raptada... Sinceramente não sei. Só espero que alguém a veja, que a leve a algum hospital ou para a polícia e que ela regresse a casa", disse Diana Fialho ao canal do Correio da Manhã.

Agora, tanto Diana como Iuri encontram-se em prisão preventiva. Ele vai aguardar o julgamento no estabelecimento prisional do Montijo e ela, em Tires.

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Homicidas casaram-se em Julho
Diana Fialho e Iuri Mata casaram em Julho de 2018. Ambos viviam com Amélia Fialho e as desavenças eram conhecidas: já em 2014, a PSP foi chamada a casa da professora por esta ter sido agredida pela filha.

Entretanto, o casal foi viver com a sogra de Diana, mas acabou por voltar para a casa da sua mãe adoptiva.

Diana e Iuri dependiam economicamente de Amélia Fialho e terão cometido o crime na tentativa de ficar com a sua herança.

A vítima de homicídio não avisou só os colegas sobre o medo: também falou com a mãe do genro sobre o assunto. "Orlanda, eu tenho uma grande adoração pelo seu filho. Se alguma coisa acontecer, não é culpa do Iuri", afirmou, segundo Orlanda Carmo, filha de Iuri Mata.


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