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PGR

Inquéritos abertos por corrupção não param de aumentar

05.02.2018 14:45 por Leonor Riso
Procuradoria-Geral da República registou 2204 inquéritos abertos em 2016/17. Operação Lex e Marquês são as mais mediáticas.
Foto: Ulrich Baumgarten via Getty Images
Foto: Cofina Media
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Arguidos por corrupção

Os inquéritos abertos por corrupção voltaram a aumentar em 2016/17, cimentando um aumento que decorre nos últimos anos. Segundo dados da Procuradoria-Geral da República (PGR), até 31 de Outubro de 2017 foram abertos 2204 inquéritos. Em 2014/15, tinham sido abertos 1619.

Segundo o Diário de Notícias, também se registaram mais acusações por crimes relacionados com corrupção em 2017: 160.

Quanto às detenções pela suspeita da prática de crime de corrupção, peculato e branqueamento de capitais, subiram em 2017: registaram-se 33 detidos e 336 arguidos, indica o DN, citando o director nacional da Polícia Judiciária (PJ), Almeida Rodrigues.

Entre os processos abertos por corrupção na fase de julgamento em tribunais de primeira instância, foi em 2010 que se registaram mais arguidos: 176. Contudo, 2009 foi o ano com mais condenados: 79, apenas mais um condenado que em 2010.

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Rui Cardoso, antigo presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, indicou ao Diário de Notícias que tem havido uma grande aposta na formação "em todo o país, não é só para o DCIAP, é em todas as comarcas". Um dos exemplos é o do Projecto ETHOS, que conta com 60 magistrados que "trabalham nas secções especializadas – DCIAP, DIAP Distritais e DIAP das comarcas – que investigam criminalidade económico-financeira e corrupção, bem como de magistrados dos Tribunais de Contas, da jurisdição Administrativa e do Tribunal Constitucional", explica o site do Ministério Público. Começou em 2016 e tem a duração de dois anos.

Na passada semana, foi conhecida a Operação Lex, que conta com 12 arguidos suspeitos de corrupção/recebimento indevido de vantagem, branqueamento de capitais, tráfico de influências e fraude fiscal. Entre eles, o presidente do Benfica Luís Filipe Vieira e o juiz desembargador Rui Rangel. 

Também o antigo primeiro-ministro José Sócrates foi acusado de crimes de corrupção passiva, branqueamento de capitais e fraude fiscal, no âmbito da Operação Marquês. Ainda não foi marcada data de instrução do processo. 


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