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Segurança

Agentes de Alfragide podem ser condenados a mais de 20 anos de prisão

11.09.2018 07:00 por Leonor Riso
O julgamento dos agentes acusados de maltratar seis jovens da Cova da Moura em 2015 será retomado esta terça-feira.
Foto: Cofina Media/Lusa
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O Tribunal de Sintra retoma hoje o julgamento dos 17 agentes da PSP acusados dos crimes com motivações racistas na esquadra de Alfragide, em 2015. Em Fevereiro deste ano, sustenta a acusação, os agentes espancaram e ameaçaram seis jovens, incitando à discriminação, ao ódio e à violência por causa da raça.

Os polícias são acusados de denúncia caluniosa, injúria, ofensa à integridade física e falsidade de testemunho, além de outros tratamentos cruéis e degradantes ou desumanos, sequestro agravado e de falsificação de documento. Considerando as penas máximas para cada um dos crimes, os agentes podem ser condenados até 20 anos e três meses de prisão. Porém, ainda está longe o desfecho do processo. Segundo o jornal Público, espera-se que as alegações finais aconteçam ainda em 2018 – mas ainda falta ouvir cerca de 100 pessoas.

O julgamento conta com seis sessões realizadas antes das férias judiciais. É dirigido pela juíza Ester Pacheco, pelo juiz Paulo Cunha e pela juíza Susana Madeira.

Os crimes de denúncia caluniosa, ofensa à integridade física simples, falsidade de depoimento ou declaração, sequestro e falsificação de documento têm uma pena máxima que pode ir até aos três anos – porém, os condenados podem ter que pagar multas substituindo a pena de prisão. O crime cuja pena é maior é o de outros tratamentos cruéis e degradantes ou desumanos, que pode levar o condenado até cinco anos de prisão.


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