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Pedrógão Grande

Sociais-democratas de Pedrógão negam que haja proveito pessoal

10.09.2018 20:26 por Lusa
Deputados do PSD de Pedrógão Grande não acreditam que algum membro do executivo tenha sido beneficiado pessoalmente com donativos da reconstrução.
Foto: Carlos Barroso/Correio da Manhã
Foto: Nuno André Ferreira/Cofina Media
Foto: Carlos Barroso/Correio da Manhã
Foto: Vítor Mota/Cofina Media
Foto: Tiago Virgílio Pereira/Cofina Media

Vários deputados do PSD na Assembleia Municipal de Pedrógão Grande disseram hoje não acreditar que algum membro do executivo liderado por Valdemar Alves, eleito pelo PS, tenha sido beneficiado pessoalmente com donativos da reconstrução.

"Não acredito que o senhor presidente ou a senhora vice-presidente tenham ficado com um cêntimo", disse Luís Paulo Fernandes, eleito pelo PSD na condição de independente, depois de a "número dois" de Valdemar Alves no executivo, Margarida Guedes, ter lido uma declaração "em defesa da honra", na sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Pedrógão Grande.

A autarca socialista afirmou ter sido atingida no seu "bom nome", nos últimos meses, e que alguns boatos postos a circular no concelho contra si a davam como autora do alegado desvio de fundos da reconstrução de casas na sequência do incêndio de 17 de Junho de 2017.

"Supostamente ter-me-ia apoderado indevidamente" de donativos com esse fim, declarou Margarida Guedes, repudiando estas "formas de manchar a honra e a dignidade de quem trabalha e se dedica à causa pública".

Luís Paulo Fernandes lamentou esses rumores: "O que dizem dos senhores é grave", defendendo, contudo, que na Assembleia Municipal se devem "admitir alguns erros".

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Partilhando de algumas das considerações dos colegas de bancada sobre a actuação do executivo, o social-democrata Ivo Pereira recordou que, da parte dos portugueses e de diversas instituições, houve "muita vontade de ajudar os pedroguenses".

Mas alguns processos que conduziram à reconstrução "não foram devidamente instruídos", criticou.

"Discordo de todos os julgamentos sumários aos autarcas. Sou contra esse tipo de julgamento", corroborou Rui Capitão, também do PSD.

Na sua opinião, o executivo "foi contribuindo para aumentar a desconfiança e a suspeita" sobre a aplicação dos fundos na recuperação de casas no concelho, no norte do distrito de Leiria.

"Os eventuais juízos políticos podemos nós fazê-los", argumentou Rui Capitão, para defender que "basta de envergonhar o nome de Pedrógão Grande" e, numa alusão ao Ministério Público e aos tribunais, assinalou que "existem órgãos próprios" para investigar e julgar com celeridade as eventuais irregularidades ou ilegalidades cometidas.

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Para Rui Capitão, importa "falar de acordo com a verdade e foi isso que o PSD tentou fazer", nos últimos meses, no âmbito da Assembleia Municipal.

Na sessão, Valdemar Alves deu informações sobre uma conta bancária solidária à responsabilidade da autarquia, que ronda os 350 mil euros, mas Rui Capitão considerou que essa explicação "peca por tardia".

A também deputada social-democrata Nélia Alves frisou que não são os deputados municipais, a comunicação social ou a população que têm de aferir as irregularidades, sublinhando que esse é um trabalho das "instituições próprias", apenas sendo possível "pedir celeridade".

A Assembleia Municipal de Pedrógão Grande, pedida por Tomás Correia, seu presidente, realizou hoje uma reunião extraordinária, no auditório da Casa da Cultura, tendo como ponto único na ordem de trabalhos a discussão de uma proposta do executivo sobre a aplicação de fundos doados para recuperação do património habitacional na sequência dos fogos de 2017.

Com algumas centenas de pessoas presentes, Tomás Correia teve de pedir ao público para não interferir no debate com aplausos e comentários, enquanto os eleitos intervinham, advertindo para a necessidade de o funcionamento do órgão ser respeitado.
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