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PSD acusa Governo de fugir à responsabilidade em ligações não repostas após fogos

12.09.2018 16:52 por Lusa
O PSD acusou hoje o Governo de "fuga à responsabilidade" pelas 103 famílias que ainda têm ligações por repor, das 500 mil danificadas nos fogos florestais de 2017.
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O PSD acusou hoje o Governo de "fuga à responsabilidade" pelas 103 famílias que ainda têm ligações por repor, das 500 mil danificadas nos fogos florestais do ano passado, e de culpar o regulador das telecomunicações pela situação.

Em declarações à agência Lusa, o deputado social-democrata Emídio Guerreiro assinalou que "ainda existem mais de 100 famílias, mais de um ano decorrido, sem telecomunicações nas suas casas" e, por isso, "não deixa de ser sintomático e preocupante que o Governo" diga que o parlamento "deve questionar o regulador sobre essa matéria".

Falando após a comissão parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas, na qual o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, informou que existem 103 ligações por repor, isto mais de um ano depois dos fogos em Pedrógão Grande e quase um ano após os incêndios na região Centro, o eleito do PSD vincou: "Estamos a falar de um Governo que faz fila para poder entregar chaves nas inaugurações das casas, [cujas reabilitações] foram financiadas exclusivamente pelos donativos dos portugueses, sem recurso ao Orçamento do Estado".

"Entregar as chaves das casas, para as quais contribuíram zero para requalificar, o Governo está presente. Para resolver o problema de mais de 100 famílias que continuam sem comunicações, o problema é do regulador", reforçou, considerando que isto "é de uma irresponsabilidade e é, sobretudo, de uma fuga à responsabilidade que merece ser sinalizada".

Na audição, Pedro Marques notou que, das 103 comunicações por repor, 41 referem-se a casos em que os clientes rejeitaram a proposta das operadoras, 39 eram pessoas que ainda não tinha sido possível contactar e as restantes 20 têm a reinstalação agendada, isto segundo números da Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) transmitidos ao executivo e que datam do dia 7 de Setembro.

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O grande incêndio de Junho de 2017 afectou sobretudo a zona de Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, enquanto os fogos de Outubro assolaram vários outros concelhos da região Centro.

Nas declarações à Lusa, Emídio Guerreiro falou também na "fuga à responsabilidade" do executivo no que toca à questão da ferrovia nacional, nomeadamente na empresa Comboios de Portugal - CP.

"Estamos perante problemas do dia-a-dia de hoje e este Governo está em funções há três anos e só agora, face às dificuldades de hoje, apresenta um conjunto de medidas positivas para 2023 e para 2027", criticou o social-democrata.

Já reagindo às críticas de Pedro Marques, de que o anterior Governo (PSD/CDS-PP) tentou privatizar a CP e a Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF), Emídio Guerreiro ressalvou que esse executivo "esteve em funções quatros anos" e se o quisesse fazer, "teria feito".

O deputado lamentou ainda o actual estado do serviço, com comboios atrasados e suprimidos, que se devem a "um conjunto de pequenas situações e que são múltiplas de norte a sul".

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Por essa razão, concluiu que Pedro Marques tem a "incapacidade de ser politicamente humilde", já que devia "dizer aos portugueses o que está a correr mal e pedir desculpa", mas ainda não o fez.


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