Notícia

Operação Marquês

Defesa de Sócrates quer afastar Carlos Alexandre

11.10.2017 20:46 por Diogo Barreto
Os advogados de José Sócrates negam o conhecimento do processo, até ao momento, mas adiantaram que já suscitaram o impedimento do juiz de instrução.
Sócrates Araújo e Delille
Foto: Tiago Sousa Dias
Sócrates Araújo e Delille
Foto: João Miguel Rodrigues
Sócrates Araújo e Delille
Foto: Tiago Sousa Dias 
Sócrates Araújo e Delille
Foto:  João Miguel Rodrigues 
Araújo e Delille
Foto: JOÃO RELVAS/LUSA
Araújo e Delille
Foto:  João Miguel Rodrigues 
Araújo e Delille
Foto: João Miguel Rodrigues 

Sócrates e os advogados

Os advogados de Sócrates dizem ainda não ter conhecimento do processo de acusação de José Sócrates.

"Cada facto é qualificado crime pelo Ministério Público. Não se praticou crime algum", afirmou o advogado Pedro Delille, em declarações aos jornalistas, acrescentando ainda que a acusação é um "conjunto de ilações falsas".

Para os advogados do ex-primeiro-ministro, o juiz Carlos Alexandre não foi nem "isento" nem "competente" durante toda a fase de investigação da Operação Marquês, recusando-o como juiz de instrução.

De acordo com os advogados do ex-primeiro-ministro, o inquérito durou cerca de 6 anos e meio e começou quando Sócrates ainda era primeiro-ministro. 

O Ministério Público revelou, esta quarta-feira, que Sócrates está acusado de corrupção passiva de titular de cargo político, branqueamento de capitais, falsificação de documentos e três de fraude fiscal qualificada e Carlos Santos Silva por corrupção passiva de titular de cargo político, corrupção activa de titular de cargo político, branqueamento de capitais, falsificação de documento, fraude fiscal e fraude fiscal qualificada.

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O Ministério Público acusou Sócrates de, enquanto primeiro-ministro, receber mais de 24 milhões de euros, entre 2006 e 2009, em troca do favorecimento ilegal de interesses do Grupo Lena, Grupo Espírito Santo e Portugal Telecom.

Ricardo Salgado está acusado de corrupção activa de titular de cargo político, corrupção activa, branqueamento de capitais, abuso de confiança, falsificação de documento e fraude fiscal qualificada, enquanto o antigo presidente da PT Zeinal Bava foi acusado por corrupção passiva, branqueamento de capitais, falsificação de documento e fraude fiscal qualificada.

Henrique Granadeiro, ex-administrador da PT, está acusado de corrupção passiva, branqueamento de capitais, peculato, abuso de confiança e fraude fiscal qualificada e Armando Vara foi acusado de corrupção passiva de titular de cargo político, branqueamento de capitais e fraude fiscal qualificada.

Na Operação Marquês foram acusados 28 arguidos, 19 pessoas e nove empresas, num total de 188 crimes.


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