Ver a filha casar e a neta cantar: enfermeiros levam emoção aos hospitais

Rita Bertrand 13 de novembro de 2020

Maria José da Costa Dias dirige projeto que permite aos doentes internados manter o contacto com as famílias por videoconferência.

Os mais jovens, desde que sem grandes entraves à locomoção, não precisam de ajuda: têm os seus próprios dispositivos móveis para manterem contacto com família e amigos neste tempo de pandemia em que as visitas nos hospitais estão suspensas. Para os idosos, que não dominam as novas tecnologias nem têm telemóveis modernos, e os que não se podem mexer, porém, o projeto "Mais Próximo de Ti" é uma bênção, quase um remédio milagreiro para a ansiedade de quem está internado, sem poder privar com os entes queridos.

Disso mesmo dá conta à SÁBADO Maria José da Costa Dias, diretora dos serviços de enfermagem da rede de hospitais lisboetas onde o projeto está instalado: Curry Cabral, Santa Marta, São José, Santo António dos Capuchos. "Começou em finais de abril, com uma equipa de 16 enfermeiros e hoje tem mais 40 voluntários, profissionais de saúde de diferentes áreas, não só da enfermagem. É muito gratificante ver a reação dos doentes, são momentos de grande emoção", garante.

Não é para menos. As visitas sempre foram o momento alto da vida dos doentes internados, que as costumavam aguardar com ansiedade, de olhos postos na porta do quarto ou da enfermaria, mas em tempo de pandemia esta proximidade – "aguardada com igual ansiedade" – só é possível através de videoconferência, nos tablets que foram doados ao projeto, por solicitação direta da equipa mas também por contributo espontâneo de diversas empresas que os tinham disponíveis. 

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