Todas as polémicas do diretor que mete medo a todos

Todas as polémicas do diretor que mete medo a todos
Marco Alves 01 de março de 2019

António Ponces de Carvalho gere os colégios João de Deus com mão de ferro e muitos casos: os gastos, as viagens ao Brasil com as alunas, os litígios e a fuga de professores. Leia a investigação da SÁBADO na íntegra


"Olhos nos olhos, dou-lhe a minha palavra de honra. Acho um ultraje isso que está a dizer! Quem é que acha que eu sou!" António Ponces de Carvalho não está feliz. O diretor da Associação de Jardins­-Escolas João de Deus (AJEJD) diz-se completamente apanhado de surpresa com o que se tem escrito na Internet nos últimos dias – em blogues e grupos do Facebook – sobre ele e a sua gestão na instituição que dirige desde 2000.

Recebeu a SÁBADO no seu gabinete em Lisboa, impecavelmente vestido de fato e gravata encarnada, camisa branca com botões de punho, anel brasonado no mindinho. Para ajeitar o cabelo para as fotografias foi buscar um espelho de mão encimado por uma águia imperial que estava metido entre dois computadores na sua secretária. Arrebitou ainda as pontas do bigode – à imagem do Rei D. Carlos I, retratado na sala da biblioteca do Museu João de Deus – e três vezes manifestou preocupação com a barriga. Nas fotos de perfil, ralou-se com o tamanho do nariz, que nos pareceu normal, muito longe de ser grande. "Não, não. Porque é que acha que deixei crescer o bigode?"

Com o decorrer da conversa, a camisa foi saindo das calças, tal a exaltação – é um homem na aparência galante e bonacheirão, mas revela-se um animal de combate à mínima contrariedade. Bebeu água e atendeu um telefonema de alguém que o esperava para jantar. Piscou muitos os olhos, o que atrasou a foto perfeita.

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