Suspeito de rapto e morte de Maddie alvo de cinco pedidos de cooperação internacional

Lusa 04 de junho de 2020
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Os pedidos reportam-se a um processo que foi arquivado em fevereiro de 2006 e que correu termos contra desconhecidos "e ao processo em que se investiga o desaparecimento de Madeleine McCann".

O alemão suspeito de estar envolvido no caso Madeleine McCann foi alvo de cinco pedidos de cooperação judiciária internacional, dirigidos ao Ministério Público português, incluindo no processo que investiga o desaparecimento da criança inglesa.

Questionada pela agência Lusa sobre os processos crime nos quais o cidadão alemão Christian B. esteve envolvido, a Procuradoria-Geral da República (PGR) informou hoje que não foi localizado, na comarca de Faro, qualquer inquérito, mas houve "cinco pedidos de cooperação judiciária internacional em que o nome é mencionado".

Segundo a PGR, tais pedidos reportam-se a um processo que foi arquivado em fevereiro de 2006 e que correu termos contra desconhecidos "e ao processo em que se investiga o desaparecimento de Madeleine McCann".

O cidadão alemão Christian B., de 43 anos, está detido na Alemanha, por abuso sexual de menores, entre outros crimes e, segundo a polícia britânica e alemã, é suspeito de envolvimento no desaparecimento de Madeleine McCann, no Algarve, em 2007.

O homem terá vivido no Algarve entre 1995 e 2007 e registos telefónicos colocam-no na área da Praia da Luz no dia em a criança inglesa desapareceu.

O Ministério Público de Braunschweig, na Alemanha, assumiu hoje que Maddie está morta.

Madeleine McCann desapareceu poucos dias antes de fazer quatro anos, a 3 de maio de 2007, do quarto onde dormia juntamente com os dois irmãos gémeos, mais novos, num apartamento de um aldeamento turístico, na Praia da Luz e o seu desaparecimento tornou-se um caso mediático à escala global.

A polícia britânica começou por formar uma equipa em 2011 para rever toda a informação disponível, abrindo um inquérito formal no ano seguinte, tendo até agora gasto perto de 12 milhões de libras (14 milhões de euros).

A Polícia Judiciária (PJ) reabriu a investigação em 2013, depois de o caso ter sido arquivado pela Procuradoria Geral da República em 2008, ilibando os três arguidos, os pais de Madeleine, Kate e Gerry McCann, e um outro britânico, Robert Murat.

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