Portugal libertou foragido mais famoso de Itália

Portugal libertou foragido mais famoso de Itália
Nuno Tiago Pinto 22 de fevereiro de 2017

Filippo de Cristofaro foi preso pela PJ em Maio de 2016. O processo de extradição arrastou-se até ser ultrapassado o prazo máximo de prisão preventiva. O “assassino do catamarã” foi libertado em Outubro e está desaparecido desde então

As autoridades portuguesas foram obrigadas a libertar Fillipo de Cristofaro, o italiano condenado a prisão perpétua pelo homicídio de Annarita Curina, no Verão de 1998, depois de deixarem ultrapassar o limite máximo de 150 dias que alguém pode estar detido ao abrigo de um Mandado de Detenção Europeu. Apesar de, em Julho, o Supremo Tribunal de Justiça ter confirmado a extradição para Itália daquele que é conhecido como o "assassino do catamarã", uma sucessão de recursos para o Tribunal Constitucional fez ultrapassar os prazos legais para a detenção.

A libertação do italiano foi confirmada esta quarta-feira à SÁBADO pelo seu advogado, Pedro Tenreiro Biscaia: "Ele cumpriu todas as garantias que a lei lhe concede e foi libertado por ter sido ultrapassado o prazo legal de prisão". Questionado sobre o actual paradeiro de Cristofaro, o advogado garantiu não saber onde o seu cliente se encontra.

Filippo de Cristofaro foi detido em Sintra, pela Unidade Nacional Contra Terrorismo a 19 de Maio de 2016, após uma fuga de quase dois anos. Na época, o italiano opôs-se à extradição e recorreu da mesma para o Supremo Tribunal de justiça com o argumento de que já tinha cumprido mais de 25 anos de prisão, a pena máxima aplicada em Portugal e que por isso só deveria ser extraditado se fossem dadas determinadas garantias previstas por lei – como a revisão da pena de prisão perpétua ou a aplicação de medidas de clemência.

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