Personalidades da direita traçam cordão sanitário à volta do Chega

Personalidades da direita traçam cordão sanitário à volta do Chega
Margarida Davim 10 de novembro de 2020

Sem nunca referir o Chega ou o acordo nos Açores, mais de 50 personalidades ligadas à direita assinam um manifesto pela “clareza”, contra a “amálgama” que põe no mesmo saco as tendências conservadoras ou liberais com ideologias xenófobas, nacionalistas e iliberais.


"É preciso deixar bem claro que as direitas democráticas não têm terreno comum com os iliberalismos". A mensagem está num manifesto pela "clareza", assinado por cerca de meia centena de personalidades ligadas à direita, publicado esta terça-feira no Público

Nomes como Miguel Esteves Cardoso, José Eduardo Martins, Miguel Poiares Maduro, Adolfo Mesquita Nunes, João Taborda da Gama, Pedro Mexia ou Francisco Mendes da Silva recusam a "amálgama" que junta partidos xenófobos e nacionalistas com partidos conservadores, reformistas e liberais. 

O aviso é claro e surge na sequência do acordo entre PSD e Chega que permitirá viabilizar um governo de coligação PSD, CDS e PPM nos Açores. Sem nunca fazer qualquer referência ao que se está a passar na região autónoma, os signatários apontam o dedo a quem na direita abre a porta ao "extremismo convicto ou oportunista". 

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