O lar de Reguengos continua a não cumprir as regras da DGS

O lar de Reguengos continua a não cumprir as regras da DGS
Margarida Davim 03 de setembro de 2020

A 24 de agosto, a mais recente vistoria ao Lar de Reguengos encontrou de novo as falhas graves que permitiram o surto. Até os operários das obras se cruzam por ali com os utentes.

Dois meses depois daquele que foi um dos maiores surtos de Covid-19 no País, uma equipa composta por Segurança Social, Proteção Civil e Saúde Pública entrou no Lar de Reguengos e encontrou o impensável: continua a haver falhas no sistema de prevenção de propagação do novo coronavírus. O relatório da vistoria feita a 24 de agosto, a que a SÁBADO teve acesso, detetou 16 desconformidades na instituição.

Há todo o tipo de falhas. Da ausência de zonas de isolamento às omissões de planos de contingência, da falta de pessoal dividido por turnos em espelho à inexistência de procedimentos que assegurem que é medida a febre a todos os funcionários antes de entrarem ao serviço. A descrição feita pelos técnicos que visitaram a residência de idosos da Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva revela que a instituição parece ter aprendido pouco com o surto que infetou 80 utentes e 26 profissionais e matou 16 residentes, uma trabalhadora e um dos 56 infetados na comunidade que não tinham relação direta com o lar.


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