O Estado Novo está como novo

O que são hoje os edifícios do Estado Novo?
Marco Alves 02 de janeiro de 2017

O escritório de Salazar é uma suíte de luxo e o prédio onde morou vai ser vendido este mês. A PIDE de Lisboa é um condomínio e na de Coimbra nasceu um hostel

destino dá muitas voltas e às vezes é de carro. Há mais ou menos um ano deu-se a coincidência de António Marinho e Pinto, actualmente eurodeputado português em Estrasburgo, estar a comprar um Peugeot em Coimbra quando o vendedor lhe perguntou se por acaso não queria também adquirir um imóvel de que era proprietário. Um edifício bonito, com rés-do-chão e primeiro andar, no n.º 125 da Rua Antero de Quental. Marinho Pinto disse que não, e acrescentou: "Lamento que esse edifício seja vendido." 

Construído nos anos 20 por um emigrante português regressado do Brasil, foi revendido a um amigo no fim dos anos 40 e depois "tomado" pelo governo de António Salazar para aí instalar uma secção regional da PIDE (Polícia de Vigilância e Defesa do Estado), mais tarde DGS (Direcção-Geral de Segurança).



Após o 25 de Abril, o edifício albergou a delegação de Coimbra do Serviço de Coordenação da Extinção da PIDE/DGS, depois a Direcção Regional de Educação do Centro e os 12 mil utentes da extensão do Centro de Saúde de Celas – outra volta do destino, atendendo às três celas que o imóvel abriga.

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