O desastre da investigação ao caso BES

O desastre da investigação ao caso BES
Carlos Rodrigues Lima 27 de março de 2019

Quase cinco anos depois do início do processo, o Ministério Público não tem resultados para apresentar. Desde 2014, cinco procuradores já abandonaram o caso. A SÁBADO revela um interrogatório inédito a Ricardo Salgado


Foi em Agosto de 2014 que o então diretor do Departamento Central de Investigação e Ação Penal, Amadeu Guerra, ordenou a abertura de um inquérito-crime à queda do Banco Espírito Santo. Quase cinco anos depois, não há resultados da investigação, mas há muitos problemas internos: cinco procuradores já abandonaram o caso. Uma magistrada foi obrigada a meter baixa médica para sair do processo e relatou à Procuradora-geral da República, Lucília Gago, todo o mal estar interno. Enquanto isso, centenas de lesados esperam pela conclusão do processo, tentando reaver algum do dinheiro perdido.

A SÁBADO revela um interrogatório inédito a Ricardo Salgado, ex-presidente do BES, no qual o banqueiro conta como foi ameaçado de morte por um irmão de Álvaro Sobrinho. No mesmo acto, o MP confrontou Salgado com um diário secreto de Isabel Almeida, a poderosa diretora do Departamento Financeiro, Mercados e Estudos) e suspeita de ter realizado as operações suspeitas.

O desastre do BES


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